Polémica
A Chanel tem um boomerang e é acusada de ofender os aborígenes australianos
Objecto custa 1800 euros e pertence à pré-colecção de Primavera/Verão 2017.
A Chanel está a ser acusada de desrespeitar a cultura aborígene australiana por ter fabricado um boomerang de madeira e resina que custa 2000 dólares (cerca de 1800 euros).
O objecto pertence à pré-colecção de Primavera/Verão 2017 e faz parte dos vários acessórios que foram desenhados como bolas de ténis, raquetes de praia e de ténis e uma prancha de paddle.
Tudo começou com uma fotografia no Instagram colocada pelo maquilhador norte-americano Jeffree Star, que é seguido por milhares de pessoas nas redes sociais. A imagem foi publicada na segunda-feira e o profissional escreveu que tem-se divertido muito com o seu boomerang da Chanel.
Having so much fun with my new @Chanel boomerang ???? pic.twitter.com/8w6jGPIuYU
— Jeffree Star (@JeffreeStar) May 15, 2017
Se houve quem gostasse da partilha – mais de 86 mil pessoas, houve também quem se insurgisse e acusasse a Chanel de se apropriar da cultura indígena da Austrália. Perto de 2300 comentários, nas primeiras três horas, foram nesse sentido, com pessoas que consideram o objecto ofensivo e humilhante para "toda uma cultura". "Eu sou da Austrália e estou ofendido porque uma empresa goza com algo que usamos como uma arma de sobrevivência", escreveu um internauta, citado pelo Guardian.
A casa francesa reagiu e disse ao Guardian Australia que lamenta que tenha ofendido alguém, uma vez que está extremamente comprometida em respeitar todas as culturas.