Casual wear
Mike Davis vai vestir o Estoril Open
Há 40 anos que a marca portuguesa apoia o ténis, desde a criação de academias ao patrocínio da selecção nacional.
Há 40 anos que a Mike Davis apoia o ténis e, desde 2014 que é parceiro do Estoril Open. Este ano, a marca que tem o nome de um tenista galês mas que é 100% portuguesa, é responsável pelo fardamento e lançou uma colecção-cápsula inspirada no torneio internacional da modalidade, que decorre deste sábado a 7 de Maio, no Estoril.
Foi em 1976 que a Mike Davis nasceu, no clube de ténis da Foz do Porto. Os seus criadores observaram que aquele era um desporto que estava a desenvolver-se no país e que começava a existir procura de vestuário para a sua prática. Se existia equipamento de marcas estrangeiras, não havia português, por isso, avançaram.
Durante as primeiras décadas, a marca foi desportiva, exclusivamente sportswear. Do ténis, passou à vela, ao windsurf e a outros desportos náuticos – o logotipo remete para uma vela. Não só era produzida roupa para a prática das modalidades, como eram fabricadas raquetes, pranchas, velas e calçado especial.
Além disso, a marca apoiou algumas destas modalidades – começou pela organização das escolas de ténis, com torneios juvenis e chegou mesmo a ser patrocinador da selecção nacional de ténis, nas décadas de 1980 e 1990. Aliás, lembra a Mike Davis num livro publicado o ano passado sobre a empresa, todos os campeões portugueses de ténis estiveram associados à marca. Começou com Pedro Cordeiro, passou por João Guedes, João Cunha e Silva, Bernardo Mota para terminar em João Sousa.
A ligação ao desporto e o seu patrocínio continua. Em 2014, a empresa patrocinou pela primeira vez o Estoril Open e essa parceria mantém-se até hoje. O ano passado, pela primeira vez, a Mike Davis associou-se ao horseball e patrocinou a equipa nacional.
Primeira colecção de mulher tem 12 anos
Existem produtos que são marcos na história da Mike Davis como o polo (1978), muito procurado pelos jogadores de ténis, mas que hoje é uma peça usada no dia-a-dia; o saco para o ténis ou windsurf, a parka náutica amarela, ambos da década de 1980; ou os sapatos de vela, que são uma adaptação dos mocassins dos índios norte-americanos (1991).
Se nos primeiros anos produzia equipamento e vestuário para desportos, também passou pelos motorizados; nos últimos foi feita uma evolução para o casual sport, ou seja, peças que podem ser usadas diariamente. Só em 2005 surge a primeira colecção para mulheres. E se até ao final da década de 1990 a Mike Davis era vendida em lojas multimarca, em 1996 é aberta a primeira loja de rua, um ano depois a primeira num centro comercial. Actualmente tem 30 lojas próprias, sobretudo no Norte, e está representada em mais de 130 pontos de venda, assim como pode ser comprada em Espanha, Polonia, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Para este ano está prevista a aberta de mais duas.
A crise de 2008 afecta a marca, admite a mesma em comunicado, que só consegue retomar o crescimento em 2013, ano em que Luís Aranha – que já trazia experiência de marcas internacionais – se torna CEO da empresa e Ana Isabel Ramos é convidada para ser directora artística.
As colecções são “rejuvenescidas” com uma preocupação de, sem perder o ADN da marca, torná-las mais de acordo com as tendências da moda. A Mike Davis apostou ainda no “made in Portugal”, ou seja, a maior parte dos materiais (à excepção de alguns que não são ainda fabricados por cá) são portugueses, assim como a confecção da roupa e calçado.
A marca tem ainda apostado na renovação das lojas, assim como no marketing e comunicação. “Estas decisões permitiram um aumento de vendas considerável e permitiram igualmente que a marca voltasse a aparecer no panorama das marcas nacionais de potencial elevado , conseguindo desta forma melhorar a sua distribuição em todo o território nacional”, declara em comunicado.