- Portugal Fashion/ Ugo Camera
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Primavera/Verão 2012
As gladiadoras de Luís Buchinho em Paris
A colecção para o Verão de 2012 que Luís Buchinho apresentou ontem em Paris é optimista, colorida e foi inspirado pela Grécia romântica. Mas com uma perspectiva tropical.
Micro calções de cintura subida conjugados com tops de crochet, que entrelaçam fios de lurex e de algodão, algumas peças com estampados tropicais, outras em tons de amarelo vibrante e muitos drapeados pontuaram a colecção que Luís Buchinho apresentou ontem, no final do dia, nos Espaço Commines, no bairro Le Marais, em Paris.
“Quis fazer uma colecção que continuasse o meu trabalho de drapeados e escolhi um tema inspirado na Grécia romântica, mas quis fazer uma abordagem mais tónica, mais colorida”, disse o criador português no final do desfile. Buchinho distribuiu sabiamente o trabalho de drapeados por várias peças, quer em tops quer em vestidos – onde ele é mais usual – mas também em calças e em estampados que jogavam um pouco com os dois universos que inspiraram esta colecção: um estampado que era mais armadura e outro com palmeiras em degradé. E depois o jogo entre elementos mais masculinos, para a parte mais casual da colecção, com outros mais sofisticados onde entram as sedas e os crochets feitos à mão.
Um trabalho consistente e coerente com a linha deste criador português que há 21 anos continua a surpreender e a inovar na forma de trabalhar as malhas. “No vestuário dos gladiadores há sempre a armadura feita em conta de malha metálica e eu quis fazer isso”, explicou.
Já os estampados com palmeiras foram algo inédito no trabalho de Luís Buchinho, que explica que o fez para dinamizar o tema: “Não queria fazer um greco-romano com uma palette muito neutra. Queria cor”. Flashs de amarelo surgiram em vestidos e saias, onde o longo e o curto coexistem, ora fluídos ora estruturados. Uma mistura inteligente dos dois universos.
As modelos surgiram na passerelle de uma sala branca e fortemente iluminada com os cabelos com um efeito molhado e suaves tons de rosa nos olhos. Mas o rosto da mulher idealizada por Buchinho é limpo, de ar saudável e pontuado por algum brilho. “Quis fazer um desfile fresco, que não tivesse uma carga pesada, com uma música mais tranquila, um género de rapariga com uma cara muito limpa, só com um toque de cor e com um penteado quase pós-praia, só com um risco ao lado e caído para dar uma sensação de leveza muito grande, de optimismo”, referiu o criador.
Apesar de a sala não estar a abarrotar, como certamente acontecerá em desfiles como Dior, Louis Vuitton ou Chanel, Luís Buchinho diz que o impacto das suas colecções na imprensa internacional tem sido crescente. Mas está consciente de que é um processo moroso. “ Há muitos desfiles, muitos nomes novos que estão a começar a despoletar. É um trabalho árduo mas que vale a pena”, remata Buchinho que já teve as suas roupas à venda em regiões tão remotas como Hong Kong e Tóquio.
O Life&Style viajou a convite do Portugal Fashion