Storytailors criam guarda-roupa para Inês de Castro
As roupas que Inês de Castro vestiria hoje, pensadas pela Storytailors: é o que a marca propõe para a noite da próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h45, nas escadarias do Mosteiro de Alcobaça.
O desfile inclui peças de vestuário de colecções anteriores da Storytailors – algumas delas que nunca foram mostradas – e outras ainda que foram criadas para este desfile. Daí que este desfile não seja uma colecção nem uma retrospectiva do seu trabalho: “É uma apresentação diferente. Um exercício criativo e libertador que tem como figura central Inês de Castro. Como mulher viveu 30 anos, como mito, ainda vive. É essa mulher-mito que nos desafiámos a interpretar, num meio fantástico, entre sonho e realidade”, disse João Branco, da dupla Storytailors ao Life&Style.
O desfile é aberto ao público e tem a participação da cantora e compositora portuguesa Luísa Sobral, vestida pela Storytailors. A maquilhagem está a cargo de Antónia Rosa, os cabelos vão ser trabalhados pela Griffe Hairstyle e a produção é de Luís Pereira. E porque a base da Storytailors parte de uma história baseada em contos, lendas, mitos e respectivos ícones e símbolos, aqui fica a que construíram para Inês de Castro:
"- Há muitos, muitos anos, viveu uma rapariga chamada Inês. Apaixonante, apaixonada, ingénua, carinhosa, calorosa, determinada, ambiciosa, magnética, sedutora, fascinante… Filha de mãe portuguesa e pai galego, esta Inês que viveu há quase setecentos anos, podia ter vivido há quinhentos, duzentos, cinquenta, ou até nos dias de hoje! Cresceu em Espanha e viveu em Portugal. Chegou aos 15 anos a uma corte que começou a olhá-la como a uma arrivista por ter conquistado o amor incondicional de um príncipe. Condenada por sentenças políticas, ainda assim tornou-se numa das muitas raízes da nossa genealogia. Protagonizou em dez anos uma das mais fascinantes “estórias” de amor da nossa história: Foi obsessivamente amada. Foi brutalmente assassinada. Foi coroada depois de morta. Inês morreu a tentar ser feliz, a tentar ser amada; quantos não morrem hoje, física ou espiritualmente, precisamente nessa mesma busca?..."