Le Grand Eléphant - Les Machines de l’île
Le Grand Eléphant - Les Machines de l’île Jean-Dominique Billaud /Nautilus

Nantes, um museu de arte urbana a céu aberto

Foi capital da Bretanha e principal porto francês no mercado de escravos, berço de Júlio Verne. Hoje transborda de arte urbana, quer ser cidade verde, da cultura e do turismo. Nantes lambeu as feridas do passado e lança o coração no futuro. Pode uma cidade reinventar-se?

Deixámos a história a meio para vê-lo chegar e quando nos apertamos numa varanda já ele caminha vagarosamente na nossa direcção. As patas monstruosas vão desenhando passos a centímetros do chão, as presas cor de marfim reluzem contra o corpo castanho, uma tromba traquina vai lançando jactos de água aos miúdos mais afoitos. A visão pouco teria de extraordinário, não tivesse este elefante o quádruplo do tamanho normal, pele de madeira e cabedal, músculos de aço, veias eléctricas e coração motorizado.

O gigante paquiderme mecânico foi o primeiro projecto das Machines de l’Île, em 2007, e é desde então uma das principais atracções turísticas da cidade. É o símbolo da nova Nantes, unindo passado e futuro da cidade. A inspiração nas viagens extraordinárias de Júlio Verne (o filho mais famoso de Nantes, nascido em 1828 num edifício da Cours Olivier de Clisson) é a mais evidente. Como não imaginar de imediato a cena de A Volta ao Mundo em 80 Dias em que Phileas Fogg e Passepartout resgatam Aouda, fugindo a trote num elefante pelas florestas indianas?

No entanto, o projecto artístico das Máquinas da Ilha — do qual ainda fazem parte o Carrossel dos Mundos Marinhos (e como não recordar, mais uma vez, as aventuras do capitão Nemo em 20 Mil Léguas Submarinas?) e a Galeria (povoada pelos vários animais robotizados que no futuro habitarão a Árvore das Garças, o terceiro e ambicioso projecto, ainda sem data) — une não só o mundo literário de Júlio Verne, como “o universo mecânico de Leonardo da Vinci e a história industrial de Nantes”. “Quisemos aproveitar a reurbanização da ilha de Nantes para trazer máquinas também elas urbanas”, começavam a contar os criadores do projecto num vídeo de apresentação quando os abandonámos para ver chegar o paquiderme hidráulico e invejar os seus 50 passageiros que nos olham de telemóveis em punho.

Localizadas na antiga zona dos estaleiros navais da cidade, as máquinas ali criadas não só se inspiram nesse passado como integram nos corpos bizarros alguns materiais ali encontrados. Mas o projecto é sobretudo símbolo da transformação de uma cidade, que procura olhar de forma inovadora para o passado ao mesmo tempo que se atira no futuro, com uma aposta no turismo e na arte urbana. Do vazio cinza e deprimente deixado pela transferência dos estaleiros para Saint-Nazaire e da desindustrialização do final do século, para uma cidade colorida e vibrante, com arte urbana em cada esquina. “Por ano, há cerca de seis mil pessoas a vir morar para Nantes”, ouviremos várias vezes.

Foi Jean-Marc Ayrault, então presidente da câmara de Nantes (depois primeiro-ministro francês e actualmente ministro dos Negócios Estrangeiros), que na década de 1990 viu na cultura o futuro da cidade, caminho para atrair turismo e revitalizar a economia local. O primeiro passo estava dado. Tornou-se vontade política, avultado investimento público. No entanto, seria em 2011 que a arte urbana viajava (e se implantava) definitivamente na cidade, com o nascimento do organismo municipal Le Voyage à Nantes.

O conceito, criado por Jean Blaise (desde então director daquela entidade e, desde 2014, também responsável pela Missão Nacional para a Arte e Cultura no Espaço Público), reúne não só os departamentos locais de turismo e de cultura, como se materializa num percurso turístico traçado a verde pela cidade e num festival de Verão. Durante os meses estivais, “artistas, designers, jardineiros, cozinheiros, DJ e graffiters são convidados a expressar a sua criatividade em espaços públicos”, invadindo as ruas que compõem o circuito com instalações artísticas, performances, concertos, exposições, mobiliário urbano inusitado, jantares secretos, entre outros. Tudo o que é turismo, arte e cultura na cidade tem o dedo da Le Voyage à Nantes.

Siga a linha no chão

Do empedrado que se quadricula aos nossos pés sobressai um traço verde obstinado. Segue pela margem do passeio em linha recta, a espessura suficiente para fazer-se notado, até desaparecer lá ao fundo, dobrado em ângulo de régua e esquadro sobre a esquina. Por vezes, personificando o carácter irreverente e moderno que a cidade quer transparecer, também o risco se rebela contra a geometria e ondula-se pelo chão, transforma-se em jogo de macaca, mas nunca abandona funções: unir os mais importantes monumentos e atracções históricas, arquitectónicas, artísticas e culturais da cidade num trajecto circular de 12 quilómetros pelas principais ruas e praças. É como se o circuito turístico que o ávido viajante habitualmente traça no mapa tivesse ganho vida em Nantes. Da caneta no papel para a tinta no chão. Um fio cor de alface a tecer as soluções do labirinto turístico no tecido urbano da cidade.

Em frente ao Castelo dos Duques da Bretanha, contudo, a linha passa quase despercebida, gasta nos sapatos de visitantes e transeuntes, desvanecida para que não roube protagonismo ao portentoso château. O edifício, de carapaça em fortaleza e rodeado por um manso lago de fossas, começou a ser construído no século XIII por Francisco II, último duque da Bretanha independente de França. O objectivo era duplo: servir de protecção contra os inimigos e mostrar o poder de uma região que se debatia por continuar autónoma. A verdade é que quando a fortificação é concluída pela filha, Ana da Bretanha, já a região integrava o território francês, a disputa terminada com o casamento entre Ana e Carlos VIII, então rei de França. Quando este morre, Ana casa com o sucessor, Luís XII, tornando-se rainha de França pela segunda vez — título que qualquer nantês mencionará automaticamente ao falar de uma das figuras mais queridas da região.

Entretanto, uma vez perdida a necessidade de defesa, o castelo aprincesa-se no interior e o edifício maior — e o mais antigo, edificado por Ana da Bretanha — ganha contornos suaves de conto de fadas, agora restituídos ao brilho de outros tempos e albergando, desde 2007, o Museu da História de Nantes. Depois de ter sido residência oficial dos reis franceses em visita à região da Bretanha, o castelo foi perdendo importância. Foi quartel militar, arsenal, prisão e até bunker durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial até ser votado ao abandono, símbolo de uma História pouco apaziguadora e geradora de sentimentos contraditórios. O restauro do castelo no início deste século — e que hoje integra não só o museu, como uma sala de exposições, um restaurante e uma loja e livraria — marcou também, por isso, o início das pazes da cidade com o seu passado e é hoje o principal símbolo da ligação histórica de Nantes à Bretanha.

É que há cerca de 60 anos que a cidade não pertence oficialmente àquela região, sendo capital do distrito Loire-Atlantique e da região então criada, Pays de la Loire. Ainda hoje a mudança gera amargura no discurso, ouvimos argumentos discordantes. Uns defendem que terá sido para que a cidade perdesse força contestatária, outros acreditam ter sido uma decisão meramente administrativa sobre uma região que se tornara grande de mais para se governar eficientemente. Certo é que existe “um grande sentido de identidade”, conta-nos Anne Lise, guia brasileira a viver há quatro anos em Nantes. “Por exemplo, quando perguntam ao meu marido de onde é, ele responde sempre primeiro que é bretão, só depois francês.” Nas bandeiras que esvoaçam orgulho no topo da muralha estão as insígnias do burgo e os símbolos negros do arminho bretão. Mas por mais que olhemos em volta, nada de azul, branco e vermelho.

O tráfico de escravos

Estamos debruçados sobre a varanda de pedra do castelo e continuamos neste jogo de descobrir a história através do que lá não está. Os significados nas entrelinhas da ausência. Primeiro de olhos no ar à procura do inexistente tecido nacionalista. Agora de cabeça em baixo, perscrutando as ruas em busca do rio que já não corre ali. Na linha de castelos e mansões nobres que povoam o vale do Loire, este é o último antes de o rio desaguar no Atlântico, a cerca de 60 quilómetros de distância. Mas nas margens da fortificação já não passeia a fita de água mais longa do país. Agora o rio é avenida.

Nos anos de 1920, a até então conhecida como “Veneza do Oeste” — lugar de confluência dos rios Loire, Erdre e Sèvre — decidiu secar a renda líquida que se desenhava no centro da cidade. Alguns cursos foram desviados, outros drenados, pequenas ilhas deixaram de o ser, alterando profundamente a fisionomia e o pulsar da cidade. No entanto, na maioria dos casos, a água foi substituída por linhas de eléctrico, largas estradas, ciclovias ou zonas ajardinadas, sem construção de edifícios, e ainda hoje conseguimos ver a memória do rio serpenteando a malha urbana. Uma opção que é também vontade camarária de “reorganizar a cidade de forma sustentável e sem destruir nada”, com uma aposta na rede pública de transportes e na criação de espaços verdes. Uma decisão que parece dar frutos: Nantes foi Capital Verde da Europa em 2013.

Mas viremos agora costas ao rio-avenida para continuarmos o passeio pelo centro histórico. A Catedral de São Paulo e de São Pedro é o edifício religioso mais importante da cidade, igualmente restaurado nos anos de 2000. Demorou quatro séculos a ser construída — desde a primeira pedra, colocada em 1434, até à última, já em 1893 —, embora sempre respeitando o projecto inicial. E porque isto do orgulho regional também se mede aos palmos, “os nanteses gostam sempre de dizer que é mais alta do que a Notre-Dame de Paris”, conta Anne Lise. Mesmo que a diferença não passe de escassos centímetros.

No antigo bairro medieval, são poucas as casas com a arquitectura da época que ainda persistem, com as características traves de madeira em cruz a sustentar a fachada. Em contrapartida, pululam as lojas gourmet e as boutiques, os cafés e restaurantes com esplanada. Em 2012, num tentativa de “envolver o comércio na iniciativa” do Le Voyage à Nantes, a organização decidiu recuperar a tradição de colocar sinalética sobre a porta de cada estabelecimento para indicar o que ali se vende. Da simplicidade dos antigos símbolos para analfabetos surgiram dezenas de peças coloridas e extravagantes. Ali um pé gigante estica dois dedos em sinal de rock&roll, acolá um unicórnio tem um cone de gelado a fazer de chifre.

Todos os anos vão surgindo mais peças e durante os meses de Verão há quem tenha produtos especiais ou instalações artísticas no interior das lojas, além das obras de arte urbana que invadem o espaço público durante o festival. “A cidade é a mesma mas criamos coisas novas em cada ano para tornar a experiência sempre diferente”, indica a guia. Entre Julho e Agosto, a linha verde alarga-se, ganha desvios e atracções. “Umas tornam-se permanentes, outras saem no final.” A Place du Bouffay, por exemplo, uma das principais praças da cidade e palco de execuções na Revolução Francesa, transformou-se no ano passado numa espécie de montanha-russa com cadeiras de esplanada. Este ano, a nova instalação ainda está no segredo dos deuses e o largo quadrangular surge quase deserto, aberto ao rio que já não é rio, em frente à ilha que já não é ilha.

Feydeau é agora bairro contíguo à cidade, mas os jardins que o rodeiam mantiveram-lhe a forma comprida e estreita, arredondada nas pontas. Parece um navio encalhado no centro da cidade e faz, na verdade, parte de uma mancha na paisagem histórica que Nantes tentou afundar na memória. A comparação não é inocente. As casas que ainda hoje se erguem no quarteirão foram construídas pela burguesia do século XVIII, quando Nantes enriquecia à conta do mercado marítimo, especialmente com o tráfico de escravos. Até meados do século XIX, Nantes foi o principal porto francês do comércio negreiro, ponte entre África e as Américas, e era naquele bairro que viviam os armadores dos navios. Em muitas das fachadas alvas e nobres, com balaústres em ferro forjado nas varandas e inclinadas devido à salubridade do solo, ainda se encontram vários mascarons com simbolismos ligados aos temas marítimos.

Não muito longe daqui, mas já sobre a margem do Loire, fica o Memorial à Abolição da Escravatura, criado em 2012. Aos nossos pés, quase duas mil placas de vidro não deixam esquecer o nome de cada navio que participou nas expedições esclavagistas a partir de Nantes. Por baixo, um corredor sombrio obriga-nos a mergulhar na história da escravatura, para depois homenagear todos aqueles que lutaram e lutam pela sua abolição, com citações de todo o mundo e de diferentes quadrantes, de Bob Marley a Martin Luther King. A maré faz-se ouvir de encontro à parede, a penumbra ajuda a transmitir a sensação vivida no porão de um daqueles navios. Quantas vidas?

Uma ilha, um rio de arte

No outro lado do rio, a ilha de Nantes, zona de estaleiros navais e indústria até ao final dos anos 1980, parece hoje um parque de diversões. Quer ser a cara da nova Nantes: moderna, irreverente e artística. O plano de reabilitação da zona concentra-se em três frentes: “escritórios, alojamento e lazer”, resume Bénédicte Péchereau, do Turismo de Nantes. O objectivo a médio prazo é transformar aqueles 15 hectares num Bairro da Criação, concentrando empresas, artistas e escolas ligadas às indústrias culturais e criativas.

O novo Palácio da Justiça do arquitecto Jean Nouel, enorme caixa de ferro negro e paredes de vidro, foi o pontapé de saída em 2000. Alguns dos antigos edifícios industriais foram entretanto remodelados e ganharam novas funções, caso da Galeria das Máquinas da Ilha ou de um antigo bunker da Segunda Guerra Mundial, agora com um autocarro empoleirado e uma extensão extravagante a subir em triângulos ao céu. É o La Fabrique, onde existem estúdios de gravação para músicos e espaços de trabalho destinados a outros artistas. O Hangar à Bananes, onde antigamente era armazenada a produção bananeira que chegava das colónias ultramarinas francesas, é hoje casa de restaurantes, bares, discotecas e da galeria de arte contemporânea HAB. A estes, continuam a juntar-se novos edifícios, sempre com arquitectura moderna e de alguma forma ligados às artes.

É o caso do Manny Building, na Rua La-Noue-Bras-de-Fer, resguardado de olhares curiosos por um gigante ninho de metal, de onde se ouve vento, pássaros e música. A peça sonora Air, de Rolf Julius, é uma das 24 instalações artísticas que compõem o Estuaire, um trilho artístico que se inicia na ilha de Nantes e termina em Saint-Nazaire, já no Oceano Atlântico. Deste projecto criado em três actos — 2007, 2009 e 2012 — fazem parte o vizinho The Zebra Crossing, inspirado nas passadeiras de peões britânicas, ou Les Anneaux, constituído por 18 aros gigantes que, à noite, iluminam o Cais das Antilhas de vermelho, azul e verde.

A maioria das instalações povoa a ilha de Nantes, às quais se juntam obras criadas para o festival de Verão e que se tornaram permanentes, como uma árvore de basquetebol ou uma tenda canadiana em madeira. Outras, porém, obrigam a pegar no carro ou na bicicleta e partir à descoberta do estuário do Loire. Junto a Trentemoult, por exemplo, encontramos um gigante pêndulo pendurado numa antiga estrutura de fabrico de cimento, uma reflexão sobre a passagem do tempo, o ritmo marcado pela dança do vento no Le Pendule. Um pouco mais à frente, na margem em frente a Couëron, uma pequena mansão de telhado cinza parece mergulhar serenamente no Loire. E em Le Pellerin, um pequeno veleiro surge dobrado sobre o molhe, a meio salto para a água. Do lado de lá do Canal de la Martinière ficava em tempos uma espécie de cemitério de barcos. Mas este Misconceivable, de Erwin Wurm, tem alma e quer libertar-se do mundo dos mortos, saltar para junto das coloridas embarcações de pesca que se aninham naquele recanto do Loire à espera de novas aventuras. Podia o barco chamar-se Nantes?

 

Le Voyage à Nantes: um Verão de arte na rua

Este ano, o festival decorre de 1 de Julho a 28 de Agosto, com eventos e instalações um pouco por toda a cidade. O programa final só deverá ser revelado em Junho, mas já existem alguns regressos confirmados, como a comida local e simples da La Cantine du Voyage (estrutura temporária feita a partir de estufas industriais na ilha de Nantes para albergar, durante os meses de Verão, um bar-restaurante e zona de petanca e matraquilhos, espectáculos, entre outros) ou o mundo imaginário do escritor francês de livros infantis Claude Ponti no jardim botânico da cidade. A grande abertura do festival, La Nuit du Van, contará com programa musical e gastronómico, actuações em diferentes zonas da cidade e entrada gratuita nos museus municipais.
www.levoyageanantes.fr

GUIA PRÁTICO

Como ir
A Fugas viajou para Nantes com a Transavia, que este Verão voa para a cidade francesa a partir de Lisboa (seis frequências semanais), Porto (quatro ligações por semana), Faro (voos às segundas e sextas) e Funchal (segundas, quartas e sextas). Os preços base, ida ou volta, rondam os 40€.

Onde ficar
A Fugas ficou alojada no Okko Hotel (15, bis rue de Strasbourg; www.nanteschateau.okkohotels.com), localizado no centro histórico da cidade, bem no coração do distrito de Bouffay e a poucos minutos a pé do castelo dos duques da Bretanha. O hotel, de decoração moderna e acolhedora, tem 80 quartos, um pequeno ginásio e uma área comum que funciona simultaneamente como sala de estar e zona de refeições (onde o pequeno-almoço é servido em buffet, existindo um frigorífico com algumas bebidas e snacks de acesso livre a qualquer hora do dia).

Onde comer
O restaurante La Cigale (4 place Graslin; www.lacigale.com) é quase incontornável numa visita a Nantes, nem que seja apenas para admirar a opulenta decoração interior, de paredes forradas a azulejos, portentosos espelhos, pinturas e apontamentos escultóricos. Inaugurado em 1895 e classificado como monumento histórico, foi em tempos local de encontro de surrealistas, hoje famoso pelos pequenos-almoços, pelos pratos de marisco e pelos tártaros preparados à mesa.

A gastronomia local faz-se sobretudo valer pela diversidade e qualidade dos produtos da região e não tanto por pratos tradicionais específicos. Comprove com uma ida ao mercado de Talensac, o maior e mais antigo da cidade, ou com uma refeição num dos restaurantes locais. O guia Les Tables de Nantes inclui uma selecção anual dos melhores restaurantes e bares da região, feita por um júri e dividida por intervalos de preços ou categorias. Entre eles, recomendamos Les Enfants Terribles (4 Rue Fénelon; www.restaurant-les-enfants-terribles.fr) e, em Trentemoult, La Civelle (21 Quai Marcel Boissard; www.lacivelle.com).

No centro da cidade existem muitos bares e cafés com esplanada, alguns com espectáculos e música ao vivo. Mesmo a meio da semana encontrámos bastante vida nocturna. Entre a oferta, destacamos dois dos mais icónicos da cidade. O Le Nid, localizado no topo da torre da Bretanha (Place de Bretagne; www.lenidnantes.com) e por isso com vistas (e varanda) de 360º sobre toda a cidade e interiores decorados pelo artista local Jean Jullien, onde uma enorme ave branca deitada serve de mesa e os ovos de assentos. Já o Le Lieu Unique (Quai Ferdinand-Favre; www.lelieuunique.com) abriu em 2000 na antiga fábrica de bolachas LU, dando ao edifício clássico um interior moderno, dinâmico e artístico, onde convivem um restaurante-bar, uma livraria, uma sala de espectáculos, um hammam, entre outros.

O que fazer

Na cidade: siga a linha verde pintada no chão, num círculo de 12 quilómetros pelos principais pontos turísticos de Nantes, desde os monumentos históricos às modernas esculturas urbanas. Visite as Machines de l’île (Preços: entrada na Galeria de 5,50€ a 8,50€; passeio no Grande Elefante entre 5,50€ e 8,50€; entrada no Carrossel dos Mundos Marinhos entre 4€ e 6,30€ ou entre 3€ e 8,50€ com uma volta no carrossel. Mais informações: www.lesmachines-nantes.fr); o Museu de História de Nantes (Preço: 8€; livre com Passe Nantes. Mais informações: www.chateaunantes.fr); e o Museu Júlio Verne (Preço: 3€. Mais informações: www.julesverne.nantesmetropole.fr).

Nos arredores: passeie ao longo do rio Loire até chegar ao oceano Atlântico, já junto a Saint-Nazaire, e vá descobrindo as diferentes instalações de arte moderna que compõem o projecto Estuaire. Ou siga pelas margens do rio no sentido contrário para encontrar os luxuosos castelos que povoam o vale do Loire. O Monte Saint-Michel, uma das principais atracções turísticas francesas e classificado como Património Mundial pela UNESCO, fica a cerca de uma hora de viagem de carro, para Norte. Ao longo do rio Sèvre, junto a Nantes, existem mais de 11 hectares de vinhas onde saborear o vinho Muscadet produzido na região. A zona da Grande Nantes, com mais de 61% de área coberta por terrenos agrícolas e baldios e com um declive pouco acentuado, é ainda um bom local para passeios pedestres ou de bicicleta ou para observação de aves.

A Fugas viajou a convite do Turismo de Nantes e da Transavia