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Na praia há moda portuguesa

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    As Portuguesas, modelo Whitestars (34,95 euros) DR
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    Kupy (preço sob consulta) DR
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    As Belinhas, cestas (entre 70 e 135 euros) DR
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    KukaBeach, boca clip flamingos (12 euros) DR
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    Péu, modelo Tropical (75 euros) DR
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    Caia, modelo Esperança (24 euros) DR
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    Futah, modelo Afife XL (42,90 euros) DR
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    Companhia das Cestas (entre 25 e 90 euros) DR
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    Vertty, modelo Savvy (49,90 euros) DR
Na praia há moda portuguesa Por Márcia Dâmaso Gomes Directório

De toalhas a malas, passando pelos chinelos, o Life&Style seleccionou produtos reinventados para levar para a praia com o cunho português.

Chapéu na cabeça e chinelos calçados. Na mala, a toalha e, molas para a prender à espreguiçadeira. Num ombro o guarda-sol, no outro, um encosto. Está tudo para ir à praia, à portuguesa.

As portuguesas que levam a cortiça nos pés

A cortiça é dos materiais portugueses que tem sido mais explorado nos últimos tempos no campo da moda. Foi exactamente isso que fez Pedro Abrantes quando quis criar a sua marca de calçado, depois de perceber que havia uma “lacuna de mercado neste segmento em específico”, como conta o fundador ao Life&Style. Os chinelos de dedo de cortiça pautam-se pela portugalidade do material, dando-lhe “versatilidade, sofisticação e, uma atitude descomprometida”, que tem levado o nome de Portugal ao Reino Unido, Estados Unidos da América, Alemanha e Brasil. Isto, apesar da comunicação d’As Portuguesas ser feito a nível nacional e as vendas apenas através do website. Ainda que o nome e a “atitude da marca seja trabalhar para as mulheres portuguesas”, há também uma colecção masculina.

Kupy, o encosto reinventado

As praias da linha do Estoril tinham encostos de madeira que entretanto deixaram de existir. Vera Mayer sentiu essa falta e decidiu criar os seus encostos: os kupy. A sua versatilidade permite o seu uso em várias posições e, a alça permite que seja levado ao ombro. E a fundadora revela que já está a pensar em outros produtos. Os materiais de fabrico – alumínio e lona são fabricados em Portugal. Mas o registo do desenho para além de feito a nível nacional, foi também feito no Brasil e nos Estados Unidos da América, pelo que podemos dizer que encostos só os kupy. Estão à venda em várias lojas no Alentejo, Algarve e Lisboa.

As Belinhas, chapéus que mostram os bordados portugueses

Joana Almeida já fazia as suas cestas, quando numa conversa de esplanada os amigos a desafiaram a vender, em 24 horas já tinha as duas que tinha vendidas e, recebido encomendas. Diz que chapéus e cestas há muitos, pintados, com franjas, com missangas, mas que estas são “diferentes porque são totalmente portuguesas”. A renda portuguesa ou o crochet são algumas das matérias-primas que Joana usa para justificar a portugalidade, “o que potencializa o artesanato e a indústria portuguesa”. As cestas, os chapéus e as clutch têm nomes de bairros, cidades, praias portuguesas “porque a nossa inspiração são mesmo as tradições portuguesas”. As cestas são desenhadas à mão pelo que não há duas iguais e, as vendas apenas através de contacto no website ou Facebook.

Kuka Beach, as molas que decoram a praia

Das viagens deve-se trazer o que há de melhor. Foi, também, este o mote que levou Isilda Félix a trazer para Portugal as molas que prendem as toalhas nas espreguiçadeiras. Foi Mariana Abadia, a filha, a impulsionadora do projecto, depois de se ter “derretido” com as molas em forma de flamingos, chinelos, papagaios, golfinhos ou baleias que decoravam as praias na Flórida. No mercado português não encontraram e em praias com muito vento como o Guincho, a Praia Grande ou a Adraga, “seriam muito úteis, pensei que poderiam ser um sucesso no nosso país também”, conta Isilda Félix. Que garante também que constantemente descobrem novas utilidades como “prender a roupa quando vamos ao banho, fechar a cesta de praia ou o saco dos brinquedos, segurar o páreo ou prender os cabelos”. Estão à venda através do website.

Péu, ou os chapéus que dão cor à praia

Decorar as praias portuguesas, mas também “levar cor e requinte a um cenário tão especial e reinventando o chapéu de sol tradicional, com uma estrutura sólida e robusta”, é assim que Rita Fonseca descreve o papel do Péu nas praias. Apesar das suas dimensões “dificultarem a logística”, este produto já está em algumas praias do mundo. O chapéu que “quer colorir a praia” encontra-se, para além de online, em loja em Lisboa e Cascais.

Caia, a almofada de praia que também é um jardim

Inês Fortunato só encontrava almofadas de praia em “brindes publicitários”, e via-as como “desconfortáveis, pouco resistentes ou inestéticas”. Foi a necessidade pessoal, bem como a visão da lacuna do mercado que fez nascer a primeira marca de almofadas de praia “impermeáveis e com a garantia de que não abrem” diz-nos a criadora que apostou nas flores para a colecção deste ano. Com assento em várias prateleiras de lojas nacionais a marca vende ainda para os restantes países através do website. A Caia tem ainda uma almofada solidária a reverter para a Comunidade Vida e Paz.

Futah, as toalhas árabes

Uma viagem dos primos Mariana, Catarina e Ricardo à Tunísia levou-os a querer trazer a toalha árabe para Portugal. Viram nela “uma inspiração, a liberdade aliada à simplicidade” conta Joana, membro da equipa. A mesma que quis recriar a “leveza, resistência e absorvência” da toalha árabe por ser “um acessório fácil de transportar, prático e descomplicado”. Pensando também nos piqueniques, a Futah tem agora uma toalha XL. Para além das três lojas em Lisboa e uma no Porto, a marca vende online. Brasil, Cabo verde, Moçambique, Angola, Austrália, Suíça e Chile têm já representantes da marca.

Companhia das Cestas, a tradição personalizada

Numa viagem de mãe e filha a Istambul, sentiram que lá havia uma forte ligação à cultura e àquilo que é o seu reflexo, conta a filha, Sofia Rocha. De volta ao Algarve foram “recuperar a antiga tradição de usar as cestas de empreita, usadas para transportar os produtos da terra”, conta a filha. Foi assim que nasceu a Companhia das Cestas, uma marca “relacionada com a cultura”. A cesta algarvia da Companhia é personalizada, normalmente, com as iniciais do nome do cliente. Este é um pormenor que as distingue e que faz com quem encontrem “sempre alguém com as nossas cestas na praia”, diz Sofia Rocha. Há vários formatos e todos eles “se adaptam às necessidades de um dia de praia”: as cestas grandes que são ideais para levar tudo o que uma criança precisa para um dia de praia, os muitos brinquedos; ou a clutch para colocar o telemóvel e a carteira e, ir até ao bar da praia. As encomendas são feitas através da página do Facebook.

Vertty, a toalha que não é rectangular

Quando se pensa numa toalha o que surge é um modelo rectangular, foi esta ideia formatada que Frederico Cardoso quis mudar: “Quando pensámos [Frederico e a sua equipa] nos 3 bens essenciais que todos levamos num dia-a-dia de praia reparámos que só a toalha é que não estava a ser explorada. O produto era banal, sem valor”. O design reinventado, o tecido que seca mais rápido, o bolso resistente à água e as etiquetas personalizadas fazem desta toalha – vendida já em mais de 45 países e apenas através do website – ser tida como o transporte “da elegância e sofisticação da cidade, o lado vivo da cultura urbana para o ambiente da praia”, diz o fundador. “Porque o estilo não está relacionado com dinheiro ou estatuto. O estilo é bom gosto e atitude”, aponta.

Texto editado por Sérgio Gomes

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