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Kardashians

Uma década de Kardashians

Ou “como uma sex tape levou a uma marca de mil milhões” – assim se lê no título do artigo de capa do "The Hollywood Reporter", que junta as cinco irmãs Kardashian-Jenner e a mãe, Kris Jenner.

Depois de dez anos no ar, as cinco irmãs Kardashian-Jenner reflectem, num artigo de capa do The Hollywood Reporter, sobre o reality show que rende centenas de milhões de euros, passa hoje em 167 países e que contabilizou uma média de 2,1 milhões de telespectadores por episódio na sua 13.ª temporada.

Keeping Up With The Kardashians levou à construção de um império de aplicações de telemóvel, lucrativos posts nas redes sociais, outros patrocínios e empresas como a Kylie Cosmetics – que em 18 meses de existência facturou 420 milhões de dólares.

Desde cedo a série se destacou dos reality shows que existiam na altura por mostrar uma família diversificada – com jovens adultas e crianças –, practicamente sem filtros. “Lembro-me de a Kris dizer ‘para fazermos com que [Keeping Up With The Kardashians] funcione, sim, vai haver brilho e glamour, mas tem de haver vulnerabilidade”, recorda um dos produtores executivos, Ryan Seacrest, citado pela revista. Em temporadas iniciais foram para o ar cenas como as irmãs a depilarem-se umas às outras e Kylie, com nove anos, a brincar num varão que Kim tinha mandado instalar no quarto da mãe, como brincadeira. 

 

sister power... girl power ????

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"Sentei toda a gente e disse, 'se vamos fazer isto, temos de estar totalmente dedicadas. Temos de ser quem realmente somos", disse, na altura, à família Kris Jenner – uma das directoras executivas e génio por detrás de todos os passos das Kardashians. "Na sua base, [a série] era uma versão reality de Hollywood aspiracional do The Brady Bunch. Eles não tinham verniz, e essa honestidade e irreverência ressoou", comenta Seacrest.

Kourtney foi a única irmã que mostrou alguma resistência. "Lembro-me na primeira temporada de dizer 'tenho de ir à casa de banho' e chorava aí tão baixinho quanto pudesse, pois ainda tinha microfone. Nunca queria chorar em frente às câmaras", desabafa a irmã mais velha. 

Na busca pelo nome da série, foram consideradas opções como The Kardashians: Krazy With a K e Krazy Kardashians. Finalmente, numa reunião em que todos deveriam vir preparados com ideias, Farnaz Farjam, um dos produtores, disse que não tinha tido tempo, que estava demasiado ocupado, "keeping up with the Karshashians" (em português, a acompanhar os Kardashians). O nome colou.