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Assédio Sexual

Taylor Swift em tribunal: “Foi definitivamente um apalpão. Um apalpão muito longo”

No julgamento que começou esta semana, a cantora descreveu o momento do alegado assédio sexual de que foi vítima.

No julgamento que começou no início desta semana, Taylor Swift acusa o DJ de rádio David Mueller de a ter apalpado deliberadamente no rabo nos bastidores de um concerto em 2013, enquanto posavam para uma fotografia. Nesta quinta-feira prestou pela primeira vez declarações.

"Foi aterrorizador e chocante e nunca tínhamos vivenciado nada como [isto]", disse cantora, sobre o momento, citada pela CNN. "Foi definitivamente um apalpão. Um apalpão muito longo", testemunhou, citada pela BBC.

A cantora de 27 anos conta que depois do incidente "uma luz accionou-se" no cérebro e que, ainda atordoada, se despediu do apresentador e da sua namorada – com quem também posou – num "obrigada por virem" monocórdico. Disse-o na sequência de Muller ter contado, na terça-feira, que depois da fotografia Swift lhe tinha dado um passou-bem e que só mais tarde, à saída, tinha sido abordado por seguranças.

Na altura, Swift não fez queixa às autoridades, pois queria manter a situação "discreta, calma e confidencial", de acordo com os advogados. Foi David Mueller que tomou a primeira acção legal, alegando que as suas falsas acusações lhe teriam custado o seu emprego de 150 mil dólares por ano, na estação de rádio KYGO, e exigindo uma compensação de três milhões de dólares.

Swift respondeu um mês depois, processando, por sua vez, o DJ por assédio sexual. Está a exigir um valor simbólico de um dólar e quer que o caso sirva de exemplo para outras mulheres assediadas.

Em tribunal, Mueller já negou veementemente todas as acusações que lhe são feitas. "A minha mão entrou em contacto com parte do corpo dela. Senti o que parecia ser um caixa torácica ou uma costela", disse, citado pela Variety

A mãe da cantora, que acompanhava a filha nos bastidores,  testemunhou na quarta-feira, descrevendo, em lágrimas, aquilo que Swift lhe contou quando chegaram aos camarins: ''mãe, aquele homem acabou de apalpar o meu rabo'".

"Quis vomitar e chorar ao mesmo tempo", lembra Andrea Swift, citada pela BBC. "Estava a destruí-la o facto de ter dito obrigada. Como mãe fez-me questionar porque lhe ensinei a ser tão cordial". Sobre o facto de não terem apresentado queixa, Andrea Swift explicou que não queriam que o incidente definisse o percurso da cantora e que esta tivesse de passar pelo "infinitos memes e gifs que os tablóides e os trolls da Internet decidissem inventar", obrigando-a a "reviver esse momento horrível".

Ao júri foi mostrada a fotografia tirada no momento do alegado apalpão. Ambas as partes têm-se apoiado na mesma para argumentar o seu caso: os advogados de Swift dizem que esta fala por si só – dado que a mão do DJ de rádio está posicionada na altura do rabo da cantora – e, do lado de Mueller, apontam o facto de que a saia não está enrugada.

Em tribunal, Swift negou as declarações de Mueller. "Ele não tocou nas minhas costelas, ele não tocou na minha mão, ele apalpou o meu rabo nu". Sobre o consequente despedimento, comentou ainda que não permite que Mueller a faça sentir que foi culpa sua.