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Polémica

Bieber proibido de actuar na China por “mau comportamento”

Ministério da Cultura chinês considera "talentoso" o cantor canadiano. Contudo, o seu comportamento "controverso" não é apreciado.

O cantar canadiano Justin Bieber foi proibido de actuar na China devido ao seu “mau comportamento”. De acordo com um comunicado do Ministério da Cultura do país, o comportamento negativo do cantor de 23 anos “causou descontentamento entre o público”.

“Justin é um cantor talentoso”, reconhece o ministério, porém, “ele é um ídolo estrangeiro muito controverso”, lê-se na missiva citada pelo diário britânico The Guardian.

“No que nos diz respeito, ele esteve envolvido em vários comportamentos negativos, tanto no decorrer da sua vida social como durante antigas actuações”, afirma a tutela em comunicado, não esclarecendo, contudo, qual o comportamento específico que levou à proibição.

O comunicado, divulgado esta semana, surge no seguimento de um “pedido de explicação”, após vários fãs questionarem o Ministério da Cultura sobre a inexistência de um concerto do artista na China.

Em Setembro, o cantor de "Sorry" viajou até ao continente asiático para promover o seu mais recente álbum Purpose – que dá nome à sua digressão. Justin Bieber vai actuar no Japão, Singapura, Hong Kong, Indonésia e Filipinas.

Apesar da proibição de actuar na China continental, o Ministério da Cultura espera que o artista “continue a melhorar o seu comportamento, como parte do seu crescimento”, esperando que este se torne “num cantor verdadeiramente adorado pelo público”, cita a agência Reuters.

Foi em 2013 que a estrela pop actuou no país, recebendo grande atenção por parte dos meios de comunicação social. Durante o concerto o artista despiu-se em palco e foi visto a ser transportado, ao colo, pela Grande Muralha da China.

Porém, Justin Bieber não é o primeiro artista a ser proibido de actuar naquele país. Segundo a agência Reuters, em 2008, a cantora islandesa Bjork foi proibida de actuar no país, depois de apelar à libertação do Tibete durante um concerto.

Também os Marron 5 e os Oasis foram proibidos de actuar por declararem o seu apoio ao Dalai Lama. Na China, o líder espiritual é considerado um “separatista perigoso”.