• Figura de Mulher-Maravilha de uma caixa de Lego (29,99 euros)
    Figura de Mulher-Maravilha de uma caixa de Lego (29,99 euros)
  • Caixa de Lego com Mulher-Maravilha (29,99 euros)
    Caixa de Lego com Mulher-Maravilha (29,99 euros)
  • T-shirt Paul & Joe Sister, na Asos (64,19 euros)
    T-shirt Paul & Joe Sister, na Asos (64,19 euros)
  • Figura Mulher-Maravilha (31,99 euros)
    Figura Mulher-Maravilha (31,99 euros)
  • Leggings Nuyu (95 euros)
    Leggings Nuyu (95 euros)
  • Perfume Jean Paul Gaultier (89,68 euros/ 100 ml)
    Perfume Jean Paul Gaultier (89,68 euros/ 100 ml)
  • Meias Givenchy (190 euros)
    Meias Givenchy (190 euros)
  • Leggings (46,63 euros) e sutiã desportivo (27,97) da GAP
    Leggings (46,63 euros) e sutiã desportivo (27,97) da GAP
  • Relógio Nanette Lepore (aprox. 109,95 euros)
    Relógio Nanette Lepore (aprox. 109,95 euros)
  • Pulseiras da loja oficial (aprox. 21,96)
    Pulseiras da loja oficial (aprox. 21,96)

Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha: o poder de merchandise

O filme lançado este mês já se tornou num dos mais rentáveis de super-heróis – e ainda vai na quarta semana. O sucesso também passa pelas prateleiras.

Com quatro semanas nas salas de cinema, a Mulher-Maravilha já arrecadou mais de 700 milhões de dólares (613 milhões de euros) a nível mundial, segundo o Box Office Mojo. Mas o sucesso não se mede só pelas bilheteiras. O blockbuster tem conquistado também as carteiras dos consumidores com merchandise – das clássicas figuras de acção a colecções de roupa, como a da GAP, e até outras mais abstractas, como a Diesel.

George Lucas, criador da saga Star Wars, tem uma fortuna de aproximadamente 5,1 mil milhões de dólares (4,4 milhões de euros), estimada pela Forbes. Considerando o sucesso do franchise nas bilheteiras ao logo dos últimos 30 anos, seria presumível assumir que foi isso que deu a Lucas entrada na lista dos mais ricos (em 294.º lugar). Mas foi a decisão de prescindir de um salário mais alto em troca dos direitos de merchandise e de qualquer futura sequela que o tornou multimilionário. Em 2011 – um ano sem lançamento de Star Wars –, os brinquedos relacionados com a saga renderam mais de três mil milhões de dólares (2,63 milhões de euros), segundo o Business Insider. No ano seguinte, a Disney comprou a Lucasfilm ao realizador por 4,05 mil milhões de dólares (3,55 mil milhões de dólares).

Na década de 1970, o merchandise não era, de longe, a fonte de rendimento que é hoje. E também nesse campeonato, a Mulher-Maravilha tem batido recordes – estima-se que vai atingir entre 500 milhões e mil milhões de dólares até ao final do ano, de acordo com Karina Masolova, directora executiva da The Licensing Letter, uma empresa que analisa a facturação da licenças, citada pela Bloomberg. São valores que estão ao nível de outras figuras de acção, como o Batman.

Na categoria de merchandise de super-heróis, a Mulher-Maravilha está a competir num universo dominado por brinquedos de rapaz. E está a fazê-lo com figuras de acção, roupa, acessórios, decoração e outras categorias. Não é só na loja oficial que estão disponíveis – desde a Lego a Jean Paul Gaultier, várias marcas associaram-se ao blockbuster, com colecções e edições limitadas. A Mattel criou uma série de bonecas à imagem da personagem caracterizada por Gal Gadot – assim como de outras guerreiras do filme. Há Barbies e figuras de acção DC Comics. Na fotogaleria em cima juntámos alguns destes produtos.

A popularidade da super-heroína nas prateleiras das lojas está em linha com o sucesso de bilheteira do último mês. Na categoria de filmes de super-heróis ocupa actualmente o 11.º lugar em vendas nos Estados Unidos – à frente de Homem de Ferro e Esquadrão Suicida –, de acordo com dados do Box Office Mojo. Na categoria de filmes com heroínas está em quinto lugar, à frente do último episódio de The Hunger Games: Os Jogos da Fome e depois dos outros três.

Onde está Rey?

Na altura em que o mais recente episódio de Star Wars chegou ao cinema, em Dezembro de 2015, alguns fãs mostraram-se estupefactos pela ausência de uma das personagens principais, Rey, nas prateleiras de figurinos. Partilharam imagens nas redes socias com o hashtag #wheresRay.

O Monopólio, por exemplo, lançou uma versão do jogo com algumas das novas personagens, mas sem aquela à volta da qual o filme se centra. Mais tarde, tendo em consideração as críticas que receberam, acabaram por lançar uma nova versão já com Rey. Num pack da Hasbro com seis figuras de acção também era flagrante a ausência da personagem.

Diane Nelson, que dirige a Warner’s DC Comics e assumiu a liderança dos produtos com licença em 2015, defende que há mais raparigas a procurar super-heroínas e a tomá-las como exemplos a seguir. Na empresa, fez das personagens como a Mulher-Maravilha uma prioridade.

Admite porém que as figuras femininas são vendidas como bonecas, ao lado das Barbies. “Muitas destas figuras encontram-se no corredor das bonecas, em vez do corredor das figuras de acção”, conta à Bloomberg. Ainda assim, continua, “há muitos rapazes que fazem colecção que compraram a Rey, a Black Widow e outras figuras de acção femininas”.