Família real britânica
Príncipe Filipe hospitalizado
Duque de Edimburgo e marido da Rainha Isabel II deu entrada no hospital "por precaução", informou o Palácio de Buckingham.
O príncipe Filipe, duque de Edimburgo e marido da Rainha Isabel II do Reino Unido, deu entrada no hospital na noite desta terça-feira “por precaução”.
O porta-voz do Palácio de Buckingham confirmou a informação e diz que Filipe está a ser tratado a uma infecção que surgiu de uma condição pré-existente e que está com “bom espírito”. O porta-voz diz também que o marido da monarca está "desapontado" por faltar à abertura oficial do Parlamento e ao Royal Ascot, uma das mais importantes corrida de cavalos do mundo. Será o príncipe Carlos, filho do casal, a acompanhar a Rainha Isabel II durante o início dos trabalhos parlamentares esta quarta-feira.
Segundo relata o The Guardian, o Duque de Edimburgo ter-se-á sentido mal esta terça-feira, depois de ter estado presente no primeiro dia do Royal Ascot. Não foi necessária uma ambulância tendo chegado ao hospital num carro da sua equipa pessoal.
Filipe, com 96 anos, anunciou em Maio que se iria retirar da vida pública e dos deveres reais.
Natural da Grécia, Filipe é filho do príncipe André da Grécia e da Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg. Foi expulso do país, juntamente com a sua família, quando tinha apenas 18 meses.
Em 1939, com 18 anos, juntou-se à Marinha Real Britânica, onde conheceu a rainha Isabel II, à data com apenas 13 anos, quando esta fazia uma visita à Real Escola Naval de Dartmouth. A partir desse momento, começaram a trocar correspondência. Antes do anúncio do casamento, abandonou os seus títulos gregos e dinamarqueses e naturalizou-se cidadão britânico. Casariam em 1947, na Abadia de Westminster, já depois do fim da Segunda Guerra Mundial, na qual Philip combateu.
Quando se tornou marido da monarca britânica, recebeu três títulos: duque de Edimburgo (pelo qual é mais conhecido), conde de Merioneth e barão de Greenwich. Filipe é, com a rainha, pai de quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. O seu papel na Casa Real britânica sempre esteve mais ligado à vida familiar, sendo que os seus biógrafos o apontam como o mais presente na educação dos filhos.