Há 3000 anos de história da moda no Google

Motor de busca cria projecto Nós Vestimos Cultura.

O Google digitalizou 30.000 itens de vestuário, o equivalente a 3000 anos de história, para que fiquemos a saber o que se vestia noutros tempos. O projecto chama-se We Wear Culture (Nós Vestimos Cultura) porque é disso mesmo que se trata, a moda é cultura.

O projecto foi apresentado na passada quinta-feira e reúne o trabalho resultante da colaboração com mais de 180 museus, instituições de moda, escolas, arquivos e outras organizações que estão nos epicentros da moda como Nova Iorque, Londres, Paris e Tóquio, entre outras cidades. Por cá, as colaborações aconteceram com o Museu Nacional do Traje e com o Museu Nacional do Teatro e da Dança.

"A nossa missão é organizar as informações e torná-la universalmente acessíveis e úteis. Tais informações podem estar contidas num site, num mapa ou numa peça de roupa. Acreditamos que o que vestimos é uma forma de expressão, queríamos organizá-la e torná-la acessível a qualquer um", explicou Luisella Mazza, directora do programa de Instituto Cultural Google e responsável pelo projecto, citada pelo El País.

Na plataforma digital existem 450 exposições virtuais que estão disponíveis online, mas também numa aplicação móvel – existem referências a exposições bem como a designers portugueses. "A nossa missão é contar três histórias: a relação entre moda e artesanato, a relação entre moda e cultura e, finalmente, o impacto da moda ontem, hoje e para as gerações futuras", resume Mazza.

A responsável destaca quatro peças-chave que marcaram a indústria da moda. O vestido preto de Coco Chanel, que quebrou o tabu e abriu a possibilidade de as mulheres usarem preto quando quisessem; os sapatos vermelhos de saltos de Marilyn Monroe, que se tornou uma expressão do poder, sucesso e sensualidade das mulheres; a saia e camisola criada por Rei Kawakubo para a Comme des Garçons; e espartilho Vivienne Westwood.