O comediante durante a cerimónia dos Óscares deste ano
O comediante durante a cerimónia dos Óscares deste ano LUSA/AARON POOLE / AMPAS

Televisão

Jimmy Kimmel chora ao falar da saúde do filho recém-nascido e critica Trumpcare

O comediante Jimmy Kimmel chorou e fez chorar os espectadores que o ouviram, durante 13 minutos, a contar o que aconteceu depois de saber que o seu filho recém-nascido tinha um problema cardíaco e foi operado ao coração. O comediante lamenta que as decisões políticas de acabar com o Obamacare possam pôr em risco a vida das crianças e colocar os pais no dilema se podem ou não pagar para salvar a vida dos filhos.

Tudo começou no passado dia 21 de Abril quando Billy nasceu e, três horas depois, uma enfermeira detectou que algo não estava bem – se em vez de um menino, fosse uma menina, a família dar-lhe-ia o nome dessa enfermeira, confessa o apresentador, fazendo rir a plateia.

É sempre com emoção e, muitas vezes, com a voz embargada que Jimmy Kimmel, que apresentou este ano a cerimónia dos Óscares, conta o que se passou de seguida. O menino foi observado, foi chamado um cardiologista pediátrico de urgência que identificou uma doença cardíaca. Da maternidade, a criança foi levada de ambulância para o Children's Hospital de Los Angeles onde foi acompanhado por um especialista de renome e acabou por ser operado de peito aberto. "Foram as três horas mais longas da minha vida", diz emocionado.

Agora Billie já está em casa e a irmã mais velha, Jenny, não lhe acha assim tanta piada, continua o comediante com um ar mais descontraído. Kimmel agradece a todos os profissionais de saúde que estiveram envolvidos – "nunca poderei agradecer condignamente... por isso, nem vou tentar", confessa, pondo os espectadores a rir. Agradece à família e aos amigos – "tivemos ateus a rezar por nós" –, e "até o maldito do Matt Damon mandou flores". Recorde-se que os dois têm uma alegada rivalidade. À mulher, o comediante promete fazer uma vasectomia.

Kimmel pede a quem o vê que faça doações para o hospital onde o filho foi operado e fala sobre a política de Donald Trump para a saúde, em que estavam previstos grandes cortes, mas que tal não aconteceu. "Crescemos a acreditar que vivemos no melhor país do mundo, mas há pessoas que não têm acesso à saúde", lamenta.

"Somos uma equipa, somos os EUA, temos de tomar conta uns dos outros", apela, acrescentando que nenhum pai ou nenhuma mãe deve passar pelo dilema de saber se tem dinheiro, ou não, para salvar o seu filho. "Não aqui [nos EUA]", diz, antes de terminar, prometendo que não chorará mais durante o programa.

As reacções não se fizeram esperar e, por exemplo, a candidata democrata Hillary Clinton, que perdeu a presidência do país para Donald Trump, fez uma referência ao comediante no seu Twitter.