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As barbas chegaram à Expocosmética e estão para ficar

Três em cada dez visitantes da feira de cosmética da Exponor são homens.

A velha máxima de que o homem quer-se feio e a cheirar a cavalo há muito que passou à história. Eles gostam de cuidar da imagem e isso reflecte-se num novo conceito de barbearias onde os homens fazem manicura ou tratamentos de rosto. A Expocosmética abre este sábado, na Exponor, em Matosinhos, e tem, pela primeira vez, um espaço só para os homens: o Barbers Corner.

Há um ano, também pela primeira vez, foi eleito o melhor barbeiro do país nesta feira que tem cerca de 220 expositores de produtos de rosto, corpo, unhas, cabelo e estética. Este ano, o Challenge Barber Shop vai voltar a repetir-se. “Este concurso é uma prova de que ser barbeiro é uma arte, está na moda, e que o homem gosta de ir à barbearia”, defende João Semedo, barbeiro há 33 anos, e presidente do Clube Artístico de Cabeleireiros de Portugal (CACP). Mais: “Há uma nova geração de barbeiros que acabam por ter um estilo próprio, usam cabelo mais curto nos lados e barba, são tatuados, vestem calça curta com suspensórios, colete e avental.”

No espaço Barbers Corner o desafio foi recriar a decoração das novas barbearias que não têm calendários dos clubes de futebol ou de mulheres nuas, mas têm ambientes escuros com ar vintage. Na Exponor há várias Harley Davidson, uma garagem com carros antigos, um bar e uma mesa de bilhar. “Neste Barbers Corner, o visitante pode cortar o cabelo e fazer a barba de graça ao som música rockabilly e assistir a um concerto”, informa Carla Maia, directora da feira. É um espaço deles ainda que o mote da feira seja Happy Girls are the Prettiest, acrescenta.

“Há barbearias com layouts diferentes. As mais comuns inspiram-se nas barbearias antigas dos anos 1960. Mas também há as hip hop com graffiti”, conta José Carlos, director da LVM, empresa que faz formação e comércio de produtos de cabeleireiro.

Há todo um ritual para fazer a barba. E há barbas para todos os gostos. “Há dois ou três barbeiros que fazem desenhos, como riscas e traços”, diz o presidente do CACP. Quanto aos desenhos nos cabelos, como usam os jogadores Cristiano Ronaldo ou Ricardo Quaresma, são outra coisa “bem diferente” porque “o estilo de corte mais comum é o clássico muito curto. Ou então muito rapado quase a pente zero até ficar um estilo comprido em cima, ou seja, em degradé”, descreve o barbeiro que há uma década que, pelo CACP, cuida dos penteados dos noivos de Santo António, em Lisboa.

Além da barba e do cabelo, os homens arranjam as mãos, fazem tratamentos de pele e depilação, continua o barbeiro. Por exemplo, José Carlos, da LVM, conta que costuma fazer limpeza de pele e depilação porque “a história do homem feio e a cheirar mal já era”. Carla Maia diz que não se trata de vaidade, mas sim de “uma questão de bem-estar físico e emocional, e uma mudança de mentalidades”.

A Expocosmética, que termina na segunda-feira, além do concurso dos barbeiros terá outro, o Master Make Up para escolher o melhor maquilhador amador. Outra iniciativa é o Secret Kit com cabeleireiros que indicarão cinco produtos revolucionários para um melhor tratamento capilar. Haverá ainda desfiles de moda.

Carla Maia calcula que deverão passar pela Exponor 48 mil visitantes entre profissionais e público em geral, sendo que 30% são homens. O evento deverá gerar um volume de negócio superior aos cinco milhões de euros do último ano, calcula. Esta feira é líder no mercado ibérico e, continua, “envolve um sector que vale cerca de mil milhões de euros em Portugal”.