Género

Em vez de uma secção para meninas, Alice prefere uma para crianças

Há meninas que preferem os temas das roupas dos rapazes.

Há meninas que preferem os temas das roupas dos rapazes. Em vez de cor-de-rosa ou de flores e frases inspiracionais estampadas nas t-shirts, elas preferem uma camisola com o Batman, o Homem-Aranha ou outro herói da Marvel. Alice, de cinco anos e meio, é uma dessas meninas e, por isso, escreveu uma carta a um grande retalhista em que propõe uma secção de crianças, em vez de secções para rapazes e para raparigas.

A mãe, a autora Beth Jacob escreve no Washington Post que, embora existam marcas que vendem roupas mais alternativas onde os estereótipos são ultrapassados, a verdade é que essas roupas são mais caras e, por isso, nem todas as famílias têm capacidade para adquiri-las.

Não são princesas, não viveram felizes para sempre, mas são mulheres exemplares

Talvez por tudo isso, a sua filha Alice tenha decidido fazer um apelo à GAP, mas que poderá ser estendido a todos os grandes retalhistas, acredita a autora, que escreveu o que a sua filha ditou e já pôs a carta no correio:

"Querida Gap,
O meu nome é Alice Jacob e eu tenho quase 5 anos e meio de idade. Eu gosto de t-shirts giras como as do Super-homem e do Batman e com carros de corridas, também. Todas as camisolas de menina são cor-de-rosa, com princesas e coisas assim... As dos meninos são muito divertidas, têm o Super-homem, o Batman, rock and roll e desportos, e as meninas que gostam dessas coisas como eu e minha amiga Olivia?
Podem fazer algumas camisolas giras para meninas, por favor? Ou podem fazer uma secção de 'não meninos ou meninas', apenas uma secção de crianças?
Obrigada,
Alice Jacob"

A ideia de Alice, conta a mãe, é que a sua carta possa levar a Gap a mudar a sua política e a introduzir algumas roupas que tradicionalmente são consideradas masculinas na secção das meninas. Ou criar uma secção "unisexo". Na opinião da criança, continua a mãe, a sua carta pode levar a uma mudança e Beth Jacob não tem coragem para lhe dizer que pode não correr tal como a criança quer. "Eu prefiro que ela acredite no poder da sua voz para mudar as coisas", escreve.