Beyoncé vestida por Peter Dundas
Beyoncé vestida por Peter Dundas Reuters/LUCY NICHOLSON

Moda

Depois de vestir Beyoncé, mais uma vez, Peter Dundas vai lançar a sua marca

Primeiro na Emilio Pucci, depois na Roberto Cavalli, o norueguês vai começar agora a trabalhar a solo.

Desde Outubro passado que não se sabia o que o designer noruguês Peter Dundas ia fazer depois da sua saída da Roberto Cavalli. Nesta segunda-feira, após o sucesso de Beyoncé na noite dos Grammys, em Los Angeles, a Vogue anuncia, em exclusivo, que o designer lançou-se a solo.

Há mais de uma década que Dundas veste a cantora norte-americana que ganhou o prémio de melhor álbum urbano com Lemonade e marcou a festa dos Grammys com uma actuação classificada como fantástica, sublinhada pelas declarações de Adele que elogiou o seu álbum e defendeu que o prémio devia ser de Beyoncé e não dela.

O vestido usado por Beyoncé no palco foi desenhado por Dundas, contribuindo assim para a espectacularidade da sua exibição. Assim como o vestido vermelho que a cantora vestiu para ser fotografada com os prémios também é da autoria do designer norueguês.   

Antes da Roberto Cavalli, Peter Dundas passou pela Emilio Pucci e a sua carreira começou em 1992 como assistente de Jean-Paul Gaultier.

"Beyoncé e eu temos uma longa relação de trabalho. Ela queria alguém com quem tivesse uma ligação e confiasse a vários níveis", conta o designer à Vogue, acrescentando que a artista sabia que ele ia lançar-se a solo e, por isso, queria ser a "primeira a usar" a sua colecção. 

De acordo com Dundas, o vestido demorou uma semana a ser bordado po 50 pessoas que trabalharam ininterruptamente. A inspiração foi buscá-la a Gustav Klimt, ao russo Erté e à Art Déco, assim como à própria letra da canção "Love Drought". Os raios solares simbolizam a deusa africana Oshun, acrescenta.

Dundas também desenhou dois anjos nos quadris do vestido, uma alusão à gravidez da artista, e o rosto de Beyoncé no centro. "Eu gosto de criar histórias dentro de uma peça de vestuário", concluiu.