• A surpresa da porto-riquenha Stephanie Del Valle ao ser anunciada vencedora
    A surpresa da porto-riquenha Stephanie Del Valle ao ser anunciada vencedora AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss República Domicana, Yaritza Miguelina Reyes Ramirez
    Miss República Domicana, Yaritza Miguelina Reyes Ramirez AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss Bélgica, Lenty Frans
    Miss Bélgica, Lenty Frans AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss China, Jing Kong
    Miss China, Jing Kong AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss Brasil, Beatrice Beserra Da Fontoura
    Miss Brasil, Beatrice Beserra Da Fontoura AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss Estados Unidos da América, Audra Mari
    Miss Estados Unidos da América, Audra Mari AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • A vencedora, Stephanie Del Valle, tem 19 anos
    A vencedora, Stephanie Del Valle, tem 19 anos AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss Mongólia, Bayartsetseg Altangerel
    Miss Mongólia, Bayartsetseg Altangerel AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • Miss Coreia do Sul, Hyun Wang
    Miss Coreia do Sul, Hyun Wang AFP PHOTO/ZACH GIBSON
  • A final da competição foi em Washington, nos Estados Unidos
    A final da competição foi em Washington, nos Estados Unidos AFP PHOTO/ZACH GIBSON

Miss Mundo é porto-riquenha e chama-se Stephanie Del Valle

Final da 66.ª edição da competição internacional aconteceu em Washington, nos Estados Unidos.

A jovem porto-riquenha Stephanie Del Valle, de 19 anos, modelo e estudante de Direito e Comunicação, ficou em primeiro lugar no 66.º concurso internacional Miss Mundo, que em 2015 abdicou da icónica prova em biquíni para valorizar, antes, o trabalho de solidariedade social. Entre as 117 modelos a concurso, estava também a portuguesa Cristiana Viana

 

Del Valle é morena, tem olhos castanhos, fala fluentemente espanhol, inglês e francês e sonha um dia entrar na indústria do entretenimento. Sucede à espanhola Mireia Lalaguna e é a segunda mulher porto-riquenha a vencer o título, que considera uma “honra e uma grande responsabilidade”. "Honestamente, achei que não ia ganhar", confessou, "fiquei surpreendida e corri para a minha coroa. Foi uma coisa que fiz sem pensar."

Yaritza Ramirez, da República Dominicana, e Natasha Mannuela, da Indonésia, ficaram em segundo e terceiro lugar.

Na categoria de desporto, Natalia Short, das ilhas Cook foi a vencedora; na multimédia venceu Catriona Gray, das Filipinas; no desfile top model venceu Jim Kong, da China; e na categoria de talentos, Bayartsetseg Altangerel, da Mongólia, ficou em primeiro lugar. Na secção "Beleza com um propósito", onde cada mulher apresenta um projecto solidário em que está ou esteve a trabalhar no seu país Natal, a Miss Indonésia foi a vencedora. 

A competição internacional Miss Mundo começou no Reino Unido e tem mais impacto na Europa e na Ásia do que nos Estados Unidos, onde é o concurso Miss Universo que tem mais mediatismo, realça o Washington Post. E ao contrário do concurso Miss Universo, que tem cerca de 80 mulheres em competição, a Miss Mundo aceita concorrentes de 140 países.  

“Se vieres de um país louco com competições de beleza como as Filipinas, é um grande acontecimento”, explicou Jeff Lee, treinador deste tipo de competição, ao jornal norte-americano, acrescentando que, nestes países, uma modelo fica com a sua vida feita ao ganhar o título.

A presidente da organização Miss Mundo, Julie Morley, explicou, em 2014, que este concurso era mais do que um concurso de beleza e enfatizou a sua missão solidária – além de provas de desporto ou desfile de moda, cada concorrente tem de representar ou defender uma causa e mostrar ao júri um vídeo com os seus trabalhos de voluntariado ou solidariedade social. “Não preciso de ver as mulheres a andar para cima e para baixo em biquíni. Não faz nada em prol das mulheres e não faz nada por nenhum de nós. Não interessa se uma mulher tem um rabo maior que outra, não estamos interessados em olhar para o seu rabo. Estamos interessados em ouvi-la falar.”

A 66.ª edição do concurso Miss Mundo esteve, porém, envolvida numa controvérsia com a representante canadiana, Anastasia Lin, nascida na China. Defensora dos presos políticos chineses, Lin, de 26 anos, não teve autorização para entrar na China em 2015, onde decorreu a final do 65.º concurso. Nesta edição conseguiu participar mas teve várias discussões públicas com a organização, acusando-os de tentar impedi-la de assistir à exibição de um filme sobre os direitos humanos chineses, onde participa, ou de falar com a imprensa. Julie Morley, da organização, explicou que foi “um mal-entendido” – Lin participou na final este domingo mas não chegou ao top 20.

A vencedora deste ano, Stephanie Del Valle, vai receber um prémio monetário no valor de 100 mil dólares (96 mil euros).