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Estudo

Playboys e misóginos são mais propensos a ter problemas mentais

Investigação que abrangeu 19 mil homens nos Estados Unidos revela existir uma relação entre comportamentos sexistas e perturbações como a depressão e o consumo de drogas.

Os homens com comportamentos promíscuos ou aqueles que se consideram superiores às mulheres têm mais tendência a desenvolver distúrbios mentais do que aqueles que têm atitudes menos sexistas. A conclusão é de um estudo publicado esta segunda-feira no Journal of Counseling Psychology, edição da Associação Americana de Psicologia.

A análise encontrou relações entre os comportamentos sexistas e perturbações mentais como a depressão e o consumo de drogas. “Alguns destes comportamentos sexistas, como ser playboy ou misógino, são não apenas uma injustiça social mas também potencialmente perigosos para a saúde mental”, afirma Joel Wong, coordenador do estudo e professor associado do departamento de Psicologia da Universidade Bloomington, do estado de Indiana.

Estas revelações são feitas no rescaldo da eleição de Donald Trump, cujos comentários sobre mulheres revelados durante a campanha eleitoral foram condenados por serem classificados como sexistas e misóginos.

A investigação sintetiza resultados de mais de 70 outros estudos realizados nos Estados Unidos, envolvendo mais de 19 mil homens ao longo de 11 anos. Foram analisadas 11 características genericamente consideradas pelos especialistas como reflexos da tradicional masculinidade, incluindo o desejo de ganhar, a capacidade de correr riscos e a busca de estatuto social, explicou Joel Wong.

Estes traços estão mais relacionados com problemas mentais quando existem comportamentos como a promiscuidade sexual, a tentação de demonstrar poder sobre as mulheres ou mesmo a autoconfiança, acrescentou o investigador. “Os homens que têm problemas em pedir orientações quando estão perdidos é um exemplo clássico de autoconfiança”, diz Wong.

Por outro lado, os homens que exibem aquele tipo de comportamentos são os menos propensos a procurar tratamentos para perturbações mentais, acrescenta o estudo. Os investigadores dizem que os doentes são incapazes de admitir resultados significativos.