Investigação
Estudo mostra que mulheres têm imagem mais positiva acerca do seu corpo
Investigadores acreditam que activistas como Ashley Graham possam influenciar nesta mudança de atitude das mulheres.
No meio de uma mudança nos padrões de beleza – sobretudo no mundo da moda – um estudo levado a cabo pela American Psychological Association, nos EUA, revela que as mulheres apresentam cada vez mais satisfação em relação aos seus corpos. No mundo masculino, não se registam alterações.
“Quando temos em conta as pessoas dos Estados Unidos, onde a maior parte dos estudos foi conduzida, vemos que são fisicamente maiores, mais do que nunca, então esperámos que a insatisfação em relação ao corpo fosse aumentar. Aconteceu exactamente o contrário”, explicou Bryan Karazsia, o autor do estudo, de acordo com o site Refinery 29.
A pesquisa foi levada a cabo durante décadas, mais concretamente de 1981 a 2012, tendo participado mais de cem mil pessoas num total de 250 estudos.
A investigação feita durante 31 anos registou as oscilações na maneira como as mulheres viam o seu corpo e a aceitação que faziam do mesmo, sempre relativamente ao peso. As conclusões mostram que o descontentamento do sexo feminino e respectivo corpo tem vindo a decrescer com o passar do tempo, enquanto que os homens mantiveram os níveis de satisfação.
“Nas últimas duas décadas testemunhámos um movimento que promove a aceitação do corpo dirigido sobretudo a mulheres e adolescentes”, continuou Karazsia.
Activistas têm assumido um papel fundamental nesta cada vez maior aceitação da imagem e promoção da auto-confiança. Ashley Graham, primeira modelo plus-size a ser capa da Sports Illustrated, é exemplo disso e tem dado voz pela causa assumindo que gosta do seu corpo e que as mulheres devem aceitá-lo tal como é – sejam gordas ou magras – desde que sejam saudáveis e nada as prejudique.
A modelo escreveu recentemente uma carta aberta na plataforma feminista Lenny, onde fala sobre a aceitação do corpo de cada mulher e no poder que cada uma tem em tomar as próprias decisões.
“Recuso-me a deixar que os outros ditem como vivo a minha vida e como o meu corpo deve estar para o conforto deles. Nem vocês deviam deixar que isso acontecesse”, escreveu Graham.