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Comer um bolo depois de fazer exercício? A ciência diz que é normal

O estudo recorreu a uma prova de estímulos com imagens de doces intercaladas com imagens do quotidiano.

Repor as energias e nutrientes gastos durante o exercício físico é um aspecto fundamental para garantir a recuperação. Um estudo realizado pelo Journal of Health Psychology (JHP) vem revelar que a prática de exercício faz com que as pessoas tenham mais propensão a desejarem comer doces no fim do esforço, como forma de compensação, de acordo com o suplemento The Cut, da revista New York.

O estudo explora o efeito do exercício em relação a um estímulo de abordagem/rejeição de imagens de sobremesas. Foram recolhidas experiências de 88 estudantes universitários que foram expostos aos testes do JHP para a instituição medir a resposta das pessoas ao estímulo apresentado.

A pesquisa dividiu o grupo de jovens em duas metades, colocando cada uma delas a fazer dois exercícios diferentes. Uma parte fazia exercício numa bicicleta imóvel e a outra parte foi submetida a uma série de puzzles de memória. Após o sucedido, os 88 estudantes teriam que realizar a mesma prova: segurar um joystick enquanto viam imagens passar num ecrã, escolhendo o sentimento que elas lhes provocavam. As imagens intercalavam-se entre fotografias de sobremesas e doces com outras de objectos do quotidiano, como relógios. A monotorização era feita através dos movimentos das mãos em relação a cada imagem – se os jovens puxassem o joystick para junto do seu corpo, esse movimento traduzia-se em sentimentos positivos relativamente à imagem.

Este exercício do joystick foi realizado antes e depois de cada metade ir para a bicicleta ou fazer os puzzles, para que os resultados das escolhas das imagens fossem comparados.

Desta forma, os investigadores concluíram que os universitários que fizeram exercício físico ficaram mais atraídos pelas fotos de sobremesas no teste do joystick. A explicação? O estudo diz que os corpos destes jovens estavam a pedir que as calorias queimadas durante o pedalar fossem repostas.

Esta investigação permitiu aos autores do estudo comprovar que as reacções e as motivações alimentares “não dependem das diferenças de personalidade, objectivos ou atitudes de cada participante”, segundo cita o The Cut.