REUTERS/Keith Bedford

Tratamento

Não é preciso cortar o cabelo para o manter saudável

Ao longo de todo o ano, o cabelo está sujeito a inúmeras agressões.

Ao longo de todo o ano, o cabelo está sujeito a inúmeras agressões: no Inverno, a culpa é dos ventos, do frio e da chuva; no Verão dos ares condicionados, do sol, da água do mar ou do cloro da piscina. A solução costuma passar sempre por um corte para retirar as pontas espigadas e devolver o ar saudável e a suavidade. A marca L’Oréal Profissionel afirma que é possível reparar o cabelo sem cortar com o Pro Fiber, “o primeiro tratamento de reparação capilar de longa-duração”.

Maria João Lourenço, do salão de cabeleireiro homónimo, explica ao Life&Style que este tratamento é de reconstrução da fibra capilar e não de hidratação, realçando que muitas pessoas vão ao cabeleireiro porque acham que o seu cabelo está pouco hidratado (porque está mais áspero, por exemplo) e “afinal está é a precisar de ser reconstruído”. O tratamento de reparação Pro Fiber “reconstrói a parte interna do cabelo” enquanto os tratamentos de hidratação “amaciam”, distingue a cabeleireira.

A maior diferença, e o motivo pelo qual a L’Oréal considera este tratamento como “inovador” e o primeiro com “com resultados instantâneos na fibra capilar”, é a sua tecnologia Aptyl 100, com a combinação da molécula Aminosilane com o Polímero catiónico. “O cabelo que está danificado normalmente tem iões negativos, Pro Fiber tem iões positivos e consegue neutralizar”, diz Maria João Lourenço. “Uma consegue abrir a cutícula do cabelo e penetrar para fazer o tal tratamento e a outra consegue fechar e alisar através do ião negativo e positivo, selando a cutícula”, acrescenta sobre a combinação das duas moléculas, uma que reforça a estrutura capilar e a outra que actua como revestimento.

O primeiro passo do tratamento tem de ser feito obrigatoriamente num salão conselheiro da L’Oréal, onde é aplicada uma máscara, mecha a mecha de cabelo, e as primeiras ampolas, consoante o resultado do diagnóstico – através de um tablet, a cabeleireira pergunta-nos quantas vezes lavamos o cabelo, com que produtos, quais os tratamentos que já fizemos e, no fim, chegamos ao nível de dano capilar e quais os produtos adequados.

Este tratamento serve para todos os tipos de cabelo, sejam eles “grossos, finos, médios, pouco sensibilizados ou muito sensibilizados”, uma vez que tem quatro gamas: Rectify, para cabelo danificado pelo uso frequente de ferramentas térmicas e serviços técnicos; Recreate, para restaurar a estrutura do cabelo afinado pelos danos ou cabelo fino (a gama mais recente); Restore, para cabelo com coloração, danificado por alisamentos ou modelações frequentes, com a cutícula e o córtex danificados; e Reconstruct, para cabelos sujeitos a processos múltiplos e agressivos e com a cutícula e o córtex muito danificados.

Cada gama tem uma linha completa de cuidados com champô (14 euros), condicionador (17,80 euros), máscara (24,25 euros) e tratamento leave-in (20,60 euros; este último para aplicar antes de utilizar secadores ou placas quentes) que servem para continuar o tratamento em casa. “Este é o único tratamento que é infinitamente reactivável. O primeiro tratamento é feito no salão, depois a cliente leva os produtos para casa, lava com champô, máscara ou condicionador e ao fim da quarta lavagem, ou seja à quinta lavagem, reactiva o tratamento através de uma recarga unidose. Quando terminar a caixa das recargas [cada caixa tem seis], deve voltar ao salão para ver se alteramos a gama, se o cabelo já esta preparado, se não está e é feito uma nova avaliação”, diz Maria João Lourenço.

Tratar do cabelo nos meses de Verão
A especialista em cabelos recebe muitos cabelos estragados durante todo o ano, diz-nos. Os maiores erros passam pela utilização de produtos com pouca qualidade ou pela falta de protecção térmica. “As colorações compradas no supermercado, por exemplo. Depois a cliente quer fazer alterações e isso para nós é difícil porque as colorações são muito diferentes das nossas”, atesta.

“Para termos uma pele bonita precisamos de várias rotinas e produtos. O cabelo é um bocadinho como a pele”, diz Maria Lourenço.

No Verão, não se deve fazer penteados muito apertados com o cabelo molhado e deve-se, acima de tudo, utilizar protector solar para o cabelo. “O protector solar para o cabelo ainda é uma das coisas que menos preocupam as pessoas. Na praia vejo que já são muito cuidadosas com a pele mas são poucas as que põem protectores no cabelo”, considera, alertando para a importância da sua utilização tanto por mulheres como por homens para não alterar o tom do cabelo e para este não ficar tão seco.

Para as mulheres que pintam o cabelo ou para as que têm receio de o fazer nestes meses de praia, Maria João Lourenço explica ainda que “não é problemático”. “Devem ir para a praia e de férias bonitas e como gostam. Há vários produtos que protegem a cor, as madeixas, quer térmicos quer solares. É preciso é utilizá-los.”