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Portuguesas vão ao salão fazer mais do que tratar do cabelo, diz a L'Oréal

Segundo um estudo levado a cabo pela marca, 68% das portuguesas diz preocupar-se em manter uma boa aparência física.

As mulheres portuguesas preocupam-se com a beleza, a começar pelo cabelo. Quem o diz é um inquérito feito a duas mil pessoas, de consumidores a profissionais de beleza, levado a cabo pela L'Oréal e que foi apresentado nesta terça-feira, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

O mercado de beleza é extenso e abrange áreas distintas – desde o cabelo aos cuidados de pele e tratamentos estéticos. Beleza Profissional é o nome do estudo realizado pela Divisão dos Produtos Profissionais da L’Oréal Portugal que procurou compreender os hábitos da mulher portuguesa na área da chamada beleza profissional, ou seja, aquela que é feita em sítios como os salões de cabeleireiros ou centros de estética.

Os números indicam que a vertente capilar é a que mais pesa no mercado da beleza mundial. Portugal é a prova disso quando comparado com valores de outros países europeus. “Somos um país completamente virado para o cabelo, as categorias tanto de coloração como de hair care têm um peso muito elevado”, explica Mónica Serrano, chefe do departamento de marketing da L'Oreal. A prioridade das portuguesas é verificada no estudo pelos 23% que representam os tratamentos capilares, a percentagem maior no total das categorias de beleza.

Mónica Serrano explica que com este estudo, a marca queria “perceber como é que a mulher portuguesa se tem desenvolvido nos últimos anos e como é a sua relação com a beleza”.

Assim, a evolução constata-se quando o estudo revela que 68% das mulheres está preocupada em manter uma boa aparência física, traduzindo-se numa maior preocupação com a beleza e este “é um número que tem vindo a crescer”, informa.

Esta maior preocupação com a beleza e a mudança na relação das portuguesas com a mesma prova-se, segundo demonstra esta análise, que quando questionadas sobre o que as faz felizes, a resposta tem incidido, muitas vezes, na maquilhagem, no cabelo, nos tratamentos de pele ou na roupa.

O inquérito da L’Oréal vem demonstrar que estas mulheres dividem-se em dois grupos: as vanguardistas e as tradicionais. As primeiras, dos 15 aos 40 anos, vêem a beleza numa dimensão social, como uma necessidade de expressão e afirmação, contudo são mais conhecedoras do mercado. As tradicionais são mulheres com mais de 40 anos, onde a beleza assume uma dimensão pessoal e, muitas vezes, são elas que têm medo de arriscar e têm menos confiança em si mesmas.

Perante estes resultados, os investigadores procuraram responder à pergunta Como aproximar a beleza profissional da mulher portuguesa?. O foco foi dado a cinco aspectos: o espaço, o papel dos profissionais, os produtos e os serviços, o tempo e preço e, claro, o cliente.

O grupo L’Oréal concluiu que as portuguesas dão grande importância ao espaço e querem um sítio intimista e confortável. Provou-se também que existe em Portugal um potencial desenvolvimento de outras categorias de beleza (além do cabelo) e é nisso que a marca quer apostar.

A marca pretende tornar a ida ao salão numa prática normal e não apenas por necessidade básica, como acontece com 70% das inquiridas, aponta Cátia Martins, directora-geral da Divisão de Produtos Profissionais da L'Oréal Portugal.

“Como líderes desta indústria sentimos que temos de evoluir. A resposta é transformarmo-nos de forma positiva”, continua a responsável. Durante a conferência, Cátia Martins deixou clara a ambição que a marca tem em promover a indústria de beleza profissional e da necessidade de, perante os resultados do estudo, aplicar uma visão estratégica neste sector. 

O local da apresentação do estudo não foi escolhido ao acaso. “Escolhemos a Fundação Champalimaud porque concentra em si uma conotação muito própria de mudança e de uma procura incessante de novas oportunidades”, justifica Cátia Martins.

Dados a nível mundial demonstram que 1.2 mil milhões de mulheres são tratadas por profissionais, todos os anos, nos 2.6 milhões de salões de beleza ligados à L’Oréal. “O profissional de cabelo tem a capacidade única de tocar a consumidora e isso tem um valor inestimável. É algo altamente valorizado pela consumidora”, diz a directora-geral.

O mercado da beleza profissional vale mais de 10.2 mil milhões de euros a nível mundial, sendo que uma grande fatia desse bolo financeiro ainda pertence à coloração e cuidados de cabelo. 

Texto editado por Bárbara Wong