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Igualdade de género

Já não há Happy Meal para rapaz ou para rapariga

A Mcdonald’s Portugal recebeu recomendações internacionais para homogeneizar brindes dos menus infantis. Secretária de Estado para a Igualdade elogia: “Não há brinquedos de menino e de menina”.

Quando se dirigir aos quiosques electrónicos ou balcão para pedir um Happy Meal (“refeição feliz”, em português), no McDonald’s, já não vai encontrar a opção de menu para “Rapariga” ou “Rapaz”.

Os menus infantis continuam a vir com brinde mas escolhe-se apenas a colecção de brinquedos existente em loja – até 17 de Março há uma colecção de oito figuras da Hello Kitty e das Tartarugas Ninja. É o fim da distinção rapaz/rapariga, mas a cadeia de comida rápida assegura que “as crianças podem e sempre puderam, escolher o brinquedo que gostem mais”, independentemente do sexo.

Nos EUA, onde a distinção terminou em 2014, existem “instruções para falar do nome dos brinquedos sem qualquer referência a género. Esta directiva está no manual de treino”, explica a sede europeia da empresa num comunicado enviado ao Diário de Notícias (DN).

Ao Life&Style, a McDonald’s Portugal diz que o processo de alterações poderá ser “complexo” mas adianta, num curto esclarecimento enviado por e-mail, que estão a tomar medidas nos restaurantes para “eliminar a alusão a colecções específicas” e que as equipas serão formadas para “estabelecer a conformidade com este compromisso”.

“Estamos e continuaremos a estar atentos a todas as situações que reforcem a nossa cultura de respeito para com todos os consumidores e sem qualquer tipo de constrangimentos”, reforçam.

Catarina Marcelino, secretária de Estado da Igualdade, considera a prática de separar brinquedos por sexo “uma atitude discriminatória que reforça os estereótipos de género” e nega a existência de brinquedos só para meninos ou só para meninas. Marcelino elogia a decisão da cadeia de restauração e considera importante que a Comissão para a Igualdade de Género (CIG) acompanhe o processo de mudança junto da McDonalds. "Cabe-nos sermos proactivos para a mudança. Esta é uma matéria que cabe dentro da missão da CIG, que deverá contactar a McDonalds para seguir o assunto”, declarou ao DN.