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Relações

Em casa de Kate Winslet não se brinca com tablets

Actriz baniu a utilização de redes sociais porque quer que os filhos tenham brincadeiras “normais” como por exemplo subir às árvores ou jogar Monopólio.

Os efeitos causados por plataformas online como o Twitter, o Instagram ou Facebook, fazem com que Kate Winslet, mãe de três filhos – Mia, de 14 anos, Joe, de 11, e Bear, de 2 – fique com “os nervos à flor da pele” e, por isso, proibiu as crianças de as utilizar.

Em entrevista ao The Sunday Times, Winslet reflectiu sobre o impacto “gigantesco” que estas redes têm na auto-estima das jovens mulheres e acredita que os pais estão a perder o controlo, “especialmente se forem pais atarefados”. “Vamos a um café e vemos os adultos numa ponta da mesa e as crianças na outra, nos seus dispositivos electrónicos, sem olhar para cima”, diz, criticando estes dispositivos por serem “uma interrupção” nas relações familiares.

Winslet reconhece as redes sociais como plataformas desenhadas para que os utilizadores se arranjem para que os outros gostem. “E o que é que isso traz? Distúrbios alimentares”, acusa a actriz, que se sente nervosa com essa influência e baniu a utilização de todos os gadgets (smartphones, tablets, computadores) em casa. “Temos de ter cuidado com essas coisas porque as crianças podem ficar tão viciadas como nós”, alertou – em Abril, um estudo norte-americano revelou que um terço das crianças com menos de um ano sabe usar smartphones ou tablets antes ainda de ter aprendido a falar ou a andar, apesar de a Academia de Pediatras Americanos desencorajar o uso de gadgets a crianças menores de dois anos.

“Quero que eles sejam crianças mas é uma luta complicada quando dizem ‘mas este e aquele têm um, porque é que eu não posso ter?’ E eu digo-lhes ‘bem, porque tu podes ir subir antes àquela árvore’. É uma coisa difícil para um pai batalhar, mas estamos a conseguir”, diz Kate Winslet, aludindo às tradicionais brincadeiras em que crianças sobem às árvores, brincam nos jardins e não ficam “agarradas” aos pequenos ecrãs mas convivem entre si e com os seus familiares.

A actriz, que diz não ter qualquer interesse em tornar-se uma porta-voz dos pais nesta era digital, deixa, ainda assim, um conselho a todos os progenitores: “Tirem-lhes os aparelhos das mãos. Joguem Monopólio”.