Análise
Casados são os mais felizes, sugere novo estudo
Investigadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, comprovaram que o casamento torna as pessoas mais felizes e as pode ajudar a ultrapassar uma crise de meia-idade.
A relação entre bem-estar, felicidade e estado civil tem sido alvo de diversas pesquisas "subjectivas", dizem os autores, há vários anos. Mera correlação ou causalidade? Shawn Grover e John Helliwell, um analista do departamento financeiro e um professor emérito da Colúmbia Britânica, resolveram analisar os dados de três inquéritos diferentes, de modo a medir objectivamente o grau de satisfação de vários indivíduos, antes e depois do casamento, e conseguir responder à questão inicial.
Segundo os investigadores, aqueles que são mais felizes, casam mais depressa. Enquanto casados, mantêm-se mais felizes do que os solteiros uma vez que o casamento traz benefícios sentidos imediatamente a seguir ao enlace. Estes "efeitos positivos", como os apelidam, não são fugazes, pelo contrário: são sentidos a longo prazo e o maior impacto é durante a meia-idade. Em última análise, os dados mostraram que os indivíduos casados são “mais satisfeitos”, o que sugere um “efeito causal”.
Com o passar do tempo, o nível de satisfação tem tendência a seguir um padrão em forma de “U”, começando a deteriorar-se no início da idade adulta e aos 40 anos para depois voltar a subir novamente. Nos solteiros, a curva do “U” é mais profunda. Para os investigadores, essa diferença tem uma explicação: “O apoio prestado por um cônjuge ajuda a aliviar as tensões de meia-idade”, explicam.
Os efeitos positivos do casamento são ainda mais fortes em casais com uma relação muito próxima. “Explorámos a amizade como mecanismo que podia ajudar a explicar a relação causal entre casamento e relação com a vida e encontrámos que os efeitos positivos são duas vezes maiores para aqueles cujos companheiros são também os melhores amigos”, sublinham no estudo.