• Martha, tetra-avó, nascida em 1821
    Martha, tetra-avó, nascida em 1821 facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Jane, trisavó, nascida em 1858
    Jane, trisavó, nascida em 1858 facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Attie Mae, bisavó, nascida em 1898
    Attie Mae, bisavó, nascida em 1898 facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Mildred, avó, nascida em 1928
    Mildred, avó, nascida em 1928 facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Katheryn, mãe, nascida em 1957
    Katheryn, mãe, nascida em 1957 facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Trigger
    Trigger facebook.com/Christine-H-McConnell
  • Christine, nascida em 1981
    Christine, nascida em 1981 facebook.com/Christine-H-McConnell

Fotografia

Um álbum de família que é uma viagem no tempo

Uma norte-americana pegou em fotografias antigas das mulheres da família e fez uma viagem no tempo com a ajuda do Photoshop. Tudo começou com um vestido vermelho.

Há 200 anos, como se usavam os cabelos? Como eram as roupas? E a maquilhagem? Uma pesquisa na Internet não iguala uma investigação aos álbuns de fotografias da família. A artista Christine McConnell pensou nisso e quis criar uma ligação com as mulheres da sua árvore genealógica.

A mãe ofereceu-lhe um vestido vermelho que tinha usado aos 32 anos, o qual envergara para fazer uma fotografia. A filha gostou tanto do retrato e da peça de roupa que quis recriar o momento. Mas a “homenagem às mulheres da família materna”, como apelida o projecto, não ficou por aí. Além de saber mais sobre o que se usava na altura, Christine McConnell descobriu as características físicas que herdou das suas antepassadas.

Depois da foto da mãe, McConnell decidiu recuar mais umas gerações, até à tetra-avó, Martha, nascida em 1821. Tal como fez com a primeira fotografia, a artista  que é fotógrafa, pasteleira e uma sensação no Instagram, onde partilha várias criações e tem mais de 120 mil seguidores vestiu roupas semelhantes, reproduziu os penteados, as maquilhagens, posturas e expressões das suas cinco ascendentes.

“Muitas destas fotografias estiveram penduradas em minha casa este tempo todo e eu só tinha uma vaga ideia de quem eram estas mulheres. Depois de explorar os livros de recortes e álbuns da minha mãe, percebi quem eram e como eram”, explicou ao Huffington Post.

O resultado final, alcançado com a ajuda do programa de edição e manipulação de imagem Photoshop, deixou-a orgulhosa. “O melhor é que consigo ver diferentes características do meu rosto em cada uma destas mulheres, seja nas sobrancelhas ou nos sorrisos”, disse, acrescentando que foi através deste projecto que descobriu “quão estranha é a genética” e a “sorte” que tem.

Além da tetra-avó, há uma recriação da trisavó, Jane, nascida em 1858; da bisavó, Atila Mae, nascida em 1898; da avó, Midred, nascida em 1928; da mãe, Kathryn, que nasceu em 1957 e da própria Christine, que quis recuar ao ano em que nasceu, 1981, e criou um retrato com um cenário e estilo idêntico ao utilizado nessa década. Em jeito de brincadeira, Christine acrescentou uma foto da "filha", um cavalo chamado Trigger, que também tentou "recriar".

Em Julho, a artista norte-americana tornou-se conhecida nas redes sociais quando publicou uma série de fotos no Instagram que aliavam os esterótipos tradicionais das mulheres nos anos 1950 com filmes clássicos de terror. Na altura, Christine disse ao site Buzzfeed que o seu trabalho era inspirado pelo amor às diferentes décadas. "Gosto muito do estilo dos anos 1940, 1950 e 1960. Mas também adoro o sentido de comédia que saiu dos anos 1980. O meu trabalho é uma espécie de combinação bonita e assustadora de tudo isto".