PÚBLICO

Solidariedade

Chegados ao Natal, marcas contam com sentimentos solidários dos clientes

Com o Natal cada vez mais próximo, multiplicam-se as iniciativas de cariz social. Este ano não é excepção e são várias as marcas, empresas e lojas que criaram acções e iniciativas para despertar consciências e ajudar quem mais precisa.

Mais um ano de crise, cortes nos salários, preços mais altos. No Natal, a solidariedade, entreajuda e responsabilidade social sobrepõem-se aos problemas e as marcas abrem a possibilidade de comprar presentes e, ao mesmo tempo, ajudar uma causa social, seja nos mercados de Natal (alguns com uma componente solidária) ou mesmo nas grandes superfícies comerciais.

Camisolas, brinquedos e embrulhos
A gigante irlandesa do vestuário Primark é escolhida por muitas famílias para as compras da quadra pelos preços baixos. Nas prateleiras têm camisolas de Natal, umas com árvores e luzes a piscar, outras com bonecos de neve ou pais natais com óculos de sol. Querem vestir miúdos e graúdos de acordo com a quadra mas também querem ajudar.

Por cada camisola de Natal vendida entre os dias 6 e 12 de Dezembro, a marca vai doar dois euros à Make-a-Wish, uma instituição que realiza desejos de crianças e jovens, entre os três e os 17 anos, com doenças graves, degenerativas ou malignas.

“Adoramos a magia de concretizar desejos e de trazer alegria e momentos extraordinários a crianças corajosas que lutam todos os dias por uma doença inesperada e violenta”, diz Paul Marchant, director-executivo da Primark. Para ajudar na divulgação, foi criada a hashtag #primarkmakeawish e na rede social Instagram já há fotos de quem comprou para ajudar.

Outra marca de pronto-a-vestir que se aliou a uma causa solidária foi a Lanidor. Este Natal, a marca vai vender peças exclusivas (porta-chaves, bolsas e capas de iPad) nas suas lojas, desenhadas e produzidas no âmbito de acção da associação Reklusa, cuja missão é apoiar a reconstrução das vidas da população reclusa e ex-reclusa.

Já a Chicco tem um desconto de 15% aplicável em todos os produtos da marca que, ao ser utilizado numa das lojas (o vale tem de ser descarregado do site da marca), vale um euro em produtos de puericultura para a Ajuda de Berço. O objectivo é não limitar a ajuda ao período natalício e, com o dinheiro angariado, conseguir assegurar as necessidades dos bebés e meninos que vivem nesta instituição, durante um ano. Esta iniciativa repete desde 2012.

A espanhola Imaginarium criou um urso de peluche com uma história por trás: KicoNico tem um remendo no braço, uma orelha maior que a outra. “É único e especial, como muitas crianças que padecem de uma doença rara”, explicam.

O KicoNico, apadrinhado pela actriz portuguesa Cláudia Vieira, tem como objectivo juntar dinheiro para a Federação das Doenças Raras de Portugal (FEDRA) e cinco euros do seu valor serão doados. 

Na pop-up store da Topázio – que celebrou este ano 140 anos com 14 criativos portugueses  – há prata vintage solidária. A marca portuguesa abriu um espaço de venda temporário (até 24 de Dezembro) nas lojas A Vida Portuguesa dedicado a uma selecção de peças históricas da linha Vintage Topázio. Parte do valor angariado com as vendas de Natal da colecção revertem para a Associação Novo Futuro, que apoia crianças e jovens que estejam privados de ambiente familiar seguro.

A marca de saúde e bem-estar Well’s é uma das entidades que escolheu ajudar igualmente a Fundação Make-A-Wish. Até dia 9 de Janeiro, estão à venda nas lojas Well’s conjuntos de 14 etiquetas ilustradas com desejos de crianças ainda por realizar. As etiquetas custam um euro e o valor angariado reverte, na totalidade, para a fundação.

Também a Zippy ajuda nos embrulhos de Natal com as caixas “Love in a box”, uma caixa que à partida é logo um presente. Disponíveis em tamanho pequeno (um euro) ou grande (1,5 euros), em tons vermelho e laranja, podem ajudar nos embrulhos lá de casa ou, sugere a marca, servir para colocar um artigo de puericultura, roupa, calçado ou um brinquedo e dá-lo a uma instituição. “Porque não dar um presente dentro da caixa-embrulho?”, apelam.

Uma parte das vendas será doada à Cruz Vermelha Portuguesa que distribuirá brinquedos, roupa e calçado por crianças carenciadas e todas as “ofertas” podem ser entregue nas lojas Zippy (que, posteriormente, entregará à instituição).

Carta ao pai Natal
E como nenhum Natal fica completo sem uma carta ao velhinho de barbas brancas, este ano os Correios de Portugal, que habitualmente recebem milhares de cartas de todo o país com os mais variados pedidos, estenderam o convite à escrita a 2000 crianças até aos 12 anos de 60 instituições de solidariedade, de norte a sul do país.

Através da Internet – onde as cartas estão publicadas – qualquer pessoa pode “apadrinhar” uma criança, oferecendo o presente pedido. Para participar, basta entregar a prenda nas lojas CTT que depois a entregam à criança e mantêm o anonimado das duas partes.

“Os sonhos de Natal destas crianças são iguais aos de todas as crianças, que se dirigem ao Pai Natal com muitos desenhos e alguns pedidos escritos, sobretudo de brinquedos”, defendem.