Revista
A discussão sobre as modelos plus size continua nas revistas
Dos cartazes publicitários e editoriais online para o papel das revistas. No Reino Unido, há uma nova revista só com modelos plus size. Chama-se Slink e quer celebrar as curvas.
O mercado dos tamanhos grandes continua a crescer e os padrões de beleza a alterarem-se. Para ajudar a transformação da indústria e das mentalidades, a revista Slink – que já existia em formato online – chegou agora às bancas e vai ser distribuída em 15 países.
“A beleza e o estilo não param no tamanho 36”, sublinha Rivkie Baum, editora da publicação, ao jornal Independent. Por acreditar que as mulheres estão “cansadas de ver sempre as mesmas imagens inalcançáveis”, Baum decidiu imprimir a publicação para chegar a mais pessoas.
Cada edição vai incluir sugestões de compras, entrevistas com várias personalidades de diferentes sectores, reportagens, sugestões de viagem e dicas de beleza para “mudar a reputação da moda e beleza plus size”.
O Independent perguntou a Rivkie Baum se publicar uma revista destas seria saudável, uma vez que poderia “promover corpos pouco saudáveis”. A editora respondeu que está “consciente” da responsabilidade, que no próximo número da revista vão ter uma coluna com dicas de fitness e alimentação saudável, mas frisou que saúde não é sinónimo de um tamanho pequeno.
Criticando as “dietas radicais” promovidas por outras revistas, Rivkie Baum diz que quer mostrar a todas as mulheres que, independentemente do tamanho que vestem, são poderosas. “Se sentirem confiantes e bem consigo próprias, isso tem efeitos nas escolhas de saúde e estilo de vida”, defende.
Baum falou também das recentes polémicas e aparato à volta das modelos plus size, escolhendo falar de Candice Huffine, a primeira modelo plus size a figurar no calendário Pirelli. “É muito entusiasmante que modelos como a Candice estejam a conseguir quebrar barreiras. Sempre tentámos mostrar que estas modelos conseguem posar para um editorial tão bem como as modelos mais magras. A inclusão em grandes campanhas mostra que outros começam a reconhecer o talento destas raparigas”, congratula-se.
No Reino Unido, apesar de os manequins nas montras das lojas serem magros e os números pendurados nos cabides começarem no 32 ou no 34, o tamanho médio das mulheres é o 44. “Aos poucos, a abordagem vai mudando”, diz Baum.
A britânica Slink junta-se assim à norte-americana Plus Model e alarga o limitado leque de publicações dedicadas aos tamanhos grandes.