• Foram muitas as pessoas que quiseram conhecer em primeira mão o novo espaço
    Foram muitas as pessoas que quiseram conhecer em primeira mão o novo espaço
  • O símbolo da marca
    O símbolo da marca
  • Algumas propostas da marca para esta estação
    Algumas propostas da marca para esta estação
  • João Figueiredo, o embaixador da Carhartt Portugal, (à esquerda) e o jovem director criativo da marca, Arnaud Faeh
    João Figueiredo, o embaixador da Carhartt Portugal, (à esquerda) e o jovem director criativo da marca, Arnaud Faeh
  • A Carhartt criou uma T-shirt especial para assinalar a nova loja em Portugal
    A Carhartt criou uma T-shirt especial para assinalar a nova loja em Portugal
  • Estiveram muitas caras conhecidas na inauguração da loja
    Estiveram muitas caras conhecidas na inauguração da loja
  • Alguns dos convidados aproveitaram para conhecer a colecção
    Alguns dos convidados aproveitaram para conhecer a colecção
  • Por enquanto, a loja vende exclusivamente roupa masculina

    Por enquanto, a loja vende exclusivamente roupa masculina

Nova loja

A Carhartt veio para ficar

Dentro do n.º 224 da Rua Áurea, em Lisboa, ainda há um leve cheiro a tinta. Ao fundo, a escolha é entre abrir uma cerveja ou uma água e a primeira opção é a mais popular. É dia de festa. A Carhartt tem nova casa.

Não se trata de uma abertura, mas sim de uma mudança. Fecha a loja da Carhartt no Bairro Alto, em Lisboa, para dar lugar à da Rua Áurea. A marca continua a ter apenas uma loja em Portugal, mas esta subtil alteração de morada – o antigo espaço e o novo estão a apenas alguns metros de distância – está imbuída de significado. “Queremos alargar o nosso espectro de clientes. Não queremos vender apenas a um nicho”, explica João Figueiredo, o embaixador da Carhartt em Portugal. O cliente alvo passa assim a ser mais abrangente, sem abandonar as tribos urbanas que fazem das camisas, casacos e T-shirts da marca uma espécie de uniforme. “Qualquer pessoa pode usar esta roupa”, defende.

Ou se ama, ou não se liga. Odiá-la será difícil. Fundada em 1889, em Detroit, nos EUA, teve como primeiros clientes os trabalhadores dos caminhos-de-ferro. De produtor de roupa de trabalho para marca de culto em streetwear foi uma transição natural. Os skaters, designers de graffiti e fãs de BMX têm, afinal, algumas das mesmas necessidades que os operários de finais do séc.XIX: precisam de roupa resistente, que dure enquanto protege das agressões exteriores, como vento ou frio, que seja acessível e não prenda os movimentos.

“Fico muito contente quando alguém me diz que tem uma peça de roupa nossa com muitos anos. É o maior elogio que nos podem fazer”, afirma Arnaud Faeh que, com apenas 25 anos, é o director criativo da marca. “Mas eu já estou na empresa há seis anos”, contrapõe a quem se surpreende pela sua idade. Para ele, a durabilidade é questão central. “Quero produzir roupa que daqui a 100 anos as pessoas possam usar sem estar fora de moda”.

À margem de tendências, o director criativo trabalha para produzir “os novos clássicos”, mas não deixa de lhes dar um toque de irreverência. Assim é também o novo espaço que sendo "clean e moderno", como descreve Arnaud Faeh, vê as suas paredes brancas pontuadas com ilustrações de punks e skaters em cores neutras.

“Quisemos tomar uma posição marcante, fazer um statement”, responde João Figueiredo quando o inevitável tema da crise surge na conversa. A marca conseguiu fechar 2011 com saldo positivo e está a fazer da expansão a estratégia para 2012 com aberturas em Nova Iorque e Milão. “Portugal é um país para onde vendemos muito. Queremos retribuir, oferecendo melhores espaços, criando empregos e oportunidades de negócio”, afirma Arnaud Faeh, que veio a Portugal para a inauguração da nova loja.