Mert and Marcus/ AFP

Agências proíbem modelos de recorrer a solários

É uma proibição sem lugar a excepções. Kate Moss, mas também Cindy Crawford e Eva Herzigova, entre outras top model, não podem submeter-se a raios UVA em solários. A interdição foi imposta pela Storm, a agência que representa estas e outras modelos e visa consciencializar a população para os imensos perigos dos raios UVA.

O jornal britânico Daily Mail lembrava a propósito que o recurso aos solários antes dos 35 anos aumenta os riscos de cancro da pele em 75%. As modelos, como se sabe, ditam, ou pelo menos veiculam tendências, e as agências pretendem que estas, ao desfilarem de pele branca, sem bronzeados extemporâneos, passem a mensagem de que a beleza comporta os diferentes tons de pele das diferentes estações.

Mas, ao mesmo tempo, garantiram que se algum estilista precisasse que as tops estivessem mais morenas para algum desfile, estas poderiam recorrer a autobronzeador ou maquilhagem corporal. A demarcação contra os malefícios do sol a mais (sobretudo na versão solário mas também na versão natural) está a ganhar cada vez mais adeptos no mundo da moda.

O estilista Marc Jacobs, por exemplo, criou uma série de camisolas em que personagens da série South Park pedem às pessoas que cuidem do seu maior órgão, ou seja, a pele. Os fundos resultantes da venda das camisolas vão para um instituto de pesquisa do cancro, tal como acontecera com a sua campanha anterior em que, em vez de personagens de desenhos animados, usava modelos nus.

Numa das t-shirts aparece Irina Shayk, namorada de Cristiano Ronaldo, completamente despida mas de costas. E, sim, a frase “Protege a pele em que estás” tapava as partes da anatomia mais susceptíveis de chocarem sensibilidades menos resistentes.