Jacqueline Kennedy confessa-se
Jacqueline Kennedy preferia que as gravações tivessem permanecido secretas mais 30 anos. A antiga primeira-dama norte-americana morreu há 17 anos e tinha deixado indicações para que as suas oito horas e meia de conversa com o historiador Arthur Schlesinger Jr. só fossem dadas a conhecer 50 anos depois da sua morte.
Mas a sua filha Caroline fez um acordo com a televisão ABC-daria acesso às gravações feitas apenas quatro meses após o assassinato de John F.Kennedy se aquela cadeira americana não passasse a polémica mini-série The Kennedys- e antecipou a divulgação.
The Kennedys que acabou por ser exibida apenas num canal minoritário nos EUA e noutro secundário da inglesa BBC, era fortemente criticada pela família, que se opôs ao retrato que dela fazia esta série marcada pela competição entre irmãos, por traições e relações extraconjugais.
O resultado deste exclusivo será dado a conhecer no mês que vem, quando a ABC emitir o seu programa especial com as confissões de Jackie, facto que, segundo o espanhol ABC, já está a fazer correr muita tinta na imprensa.
Uns, mais cautelosos, dizem que das conversas não poderão resultar senão pormenores circunstanciais, e perguntam por que razão aceitaria Caroline dar acesso às conversas da mãe se assim não fosse. Mas os mais arrojados, como o Daily Mail, falam de revelações surpreendentes.
O jornal inglês chega mesmo a citar uma fonte anónima da ABC para garantir que Jackie se refere às infedilidades mútuas do casal e diz que JFK foi assassinado a mando do vice-presidente Lyndon B. Johnson e de um grupo de magnatas do Texas.
A ABC nega tudoe diz que as revelações são muito mais "institucionais".