Na ponta da língua
A receita do salmão à preguiçoso, explicada irmamente para preguiçosos e azelhas
A louça suja também é mínima: o pyrex fica limpíssimo. É só deitar fora o papel de alumínio. Também esta é uma consideração importante do ponto de vista estudantil.
O prato em si, quando é servido a fumegar, tem um aspecto e um sabor sumptuosos. A mostarda fica muito suavizada, realçando o sabor e a textura, às lascas, do salmão. As alcaparras incham e ficam suculentas. Em termos gustativos é prato que deveria exigir duas horas de preparação e custar para cima de cinquenta euros. Na verdade, a festa faz-se por 15 euros, no máximo.
Se gosta de salmão grelhado ou cozido prepare-se para nunca mais querer comê-lo assim: é no forno, abafado pelo papel de alumínio, que ele fi ca mais delicioso, sem secura ou excesso de gordura. Deixando ficar a pele (como recomendam algumas receitas), o peixe fica gordo de mais e enjoa. Eu, por exemplo, só consigo comer salmão assim ou então cru, em sushi.
Para as pessoas que gostam de fruta com o peixe talvez uma rodela de limão ou de laranja agradem. Mas peço que experimentem só como recomendo, acrescentando depois, na mesa, o que quiserem.
Claro que, como todos os pratos estudantis, dá para uma pessoa (usando metade) ou para quatro (usando o dobro). Ou, caso o dinheiro esteja apertado, qualquer quantidade de salmão serve, desde que leve o mesmo tratamento. À preguiçoso, acompanha-se bem com batatas inteiras, das grandes, com a pele e sem quaisquer temperos, assadinhas no forno.
Bom proveito!