• Stella McCartney
    Stella McCartney Agência Fotosite / Reproduction
  • Alexandre Herchcovitch
    Alexandre Herchcovitch Agência Fotosite / Reproduction
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    Alexandre Herchcovitch Agência Fotosite / Reproduction
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  • Lilly Sarti
    Lilly Sarti Agência Fotosite / Reproduction
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  • Ronaldo Fraga
    Ronaldo Fraga Agência Fotosite / Reproduction
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    Triton Agência Fotosite / Reproduction
  • Vitorino Campos
    Vitorino Campos Agência Fotosite / Reproduction
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    Vitorino Campos Agência Fotosite / Reproduction

São Paulo Fashion Week

Stella McCartney quer ser a pausa na moda rápida e faz colecção para a C&A...

...do Brasil. Designer foi uma das estrelas do terceiro dia da São Paulo Fashion Week, com Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga e a Triton Guerra das Estrelas a dar espectáculo.

Cada graça é uma gargalhada generalizada, cada palavra é contada ao minuto. Stella McCartney passou umas horas pelo Brasil para apresentar a sua segunda colaboração com a generalista C&A durante a 38.ª edição da São Paulo Fashion Week e montou um mini-oásis açucarado para apresentar peças que, horas depois, estavam sentadas na primeira fila para ver o desfile da Sacada. E criou uma imagem: quer “abrandar a fast fashion, só abrandá-la por um minuto”. A seguir, voou para uma venda privada, para uma mudança de guarda-roupa, e depois para o aeroporto. E a seguir, todos os que a ouviam voaram para mais desfiles. 
 
Já tínhamos chegado de uma mini-maratona, aquela à qual Alexandre Herchcovitch tinha dado o tiro de partida com uma colecção que foi beber às roupas de jardinagem, aos uniformes e ao cultivo de tecidos e materiais inovadores, e que acabou por ser regada por grunge gardeners e florida em vestidos ovalados, amarelos-choque em veludo de seda. O desfile no complexo cultural da Praça das Artes foi também uma montra para as várias aventuras do designer brasileiro (sendo que a elas se juntará em breve a colaboração com a portuguesa Vista Alegre), dos sapatos com a Melissa à sua linha de malas ou aos óculos com a Chilli Beans. Parcerias, parcerias, parcerias.
 
E Stella, a McCartney que diz não aos produtos animais na moda e na vida e que quer ser exemplo de sustentabilidade, não foge à regra. Adidas, H&M e agora C&A, mas só para o mercado brasileiro a partir de dia 18. Quer então carregar no botão de “pausa” da moda rápida com peças que considera intemporais e que podem ser quase as clássicas “peças de investimento” que produz o luxo. Questionada numa casa de paredes de vidro decorada com uma mesa de puro rocócó doce como aquele em que Sofia Coppola envolveu Maria Antonieta, admitiu que há problemas na voracidade destas linhas de produção massificada e que é importante o papel dos designers conhecidos nestas colecções para “acalmar a moda rápida”.
 
De Stella para o trânsito infernal de uma São Paulo cinzenta, rumo ao Parque Cândido Portinari, onde o espectáculo tinha de continuar. Primeiro com Lilly Sarti a interpretar os jardins de Burle Marx em formas, cortes e estampados geométricos, depois com o desfile das ideias a preto, branco e cinzento-cimento e modelos integralmente vermelhas de Ronaldo Fraga. Em fundo estava a actuação de Cida Moreira ao piano, a ir de Chico Buarque a Amy Winehouse em poucos minutos, e a mensagem era sobre a forma como se planeiam, destroem e sobrepõem cidades. A roupa era nessas tonalidades, mas com a leveza da seda ou os brilhos das aplicações de pedras estratégicas, além de ter juntado ao pacote de modelos de nome o de Renata Kuerten (de manhã, Carol Trentini tinha estado na Ellus). 
 
Numa semana de moda marcada pelas colaborações e estrelas top - as modelos mais conhecidas continuam a suceder-se nas passerelles e Donatella Versace junta-se esta quinta-feira ao rol de Stella McCartney com uma colecção para a igualmente fast fashion brasileira Riachuelo que desfila ao final do dia -, há qualquer coisa de filme.
 
O designer Vitorino Campos foi ao fundo do mar com Azul de Krysztof Kieslowski, a Sacada apresentou malhas para um Inverno tropical de aspecto suave e confortável que produziam estampados gráficos sobre calças pijama de seda, e a Iódice, que fechou o dia, foi muito aplaudida pela colecção que usou peças tricotadas por reclusos no âmbito de um projecto social e numa colecção inspirada no povo nigeriano Wodaabe. Seda, drapeados e vestidos longos, casacos volumosos e brilhos. Mas o filme que mais ficou na memória foi o de um dos blockbusters da moda brasileira de grande difusão, a Triton, que foi buscar o que vai ser, de facto, uma das tendências do Inverno de 2015: Guerra das Estrelas. Tal como a Rodarte fizera já, a Triton foi buscar Darth Vader (literalmente, visto que um dos adereços do filme de 1977 esteve na passerelle) e inspirou-se no filme de George Lucas para uma estação que, no hemisfério norte, será marcada pela estreia do sétimo filme da saga - a 18 de Dezembro de 2015. 
 
A São Paulo Fashion Week continua até sexta-feira no Parque Cândido Portinari.
 
O PÚBLICO viajou a convite da Luminosidade/SPFW