Design
A minha mota não é igual à tua
Tornar qualquer objecto único e original é, nos dias de hoje, uma mais-valia. Foi nesta possibilidade que Paula Cameira pensou e aplicou-a às scooters: a Beck, uma marca de capas para assentos de motas 100% portuguesa, pretende aliar funcionalidade e estética.
A ideia surgiu há dois anos quando descia uma rua de Lisboa, conta ao Life&Style Paula Cameira, a empreendedora por detrás da Beck. “Reparei num conjunto de scooters estacionadas lado a lado, todas com o assento preto e imaginei-as com bancos coloridos e diferentes”.
A vontade de ter um projecto próprio, depois de vários anos a trabalhar na área dos estudos de mercado para a indústria farmacêutica e ter ficado no desemprego, fez Paula Cameira arriscar, até porque “pior do que falhar era não me aventurar”, diz. Como hoje em dia se fazem “capas para tudo desde os sofás aos telemóveis”, arriscou. Apesar de não ser o seu meio de transporte predilecto, quando começou a fazer os protótipos, experimentou na scooter de um amigo e achou “espectacular”. Agora já nem descarta a hipótese de comprar uma motorizada para si para usar as capas criadas.
Estas dividem-se em duas linhas: monocromática, com cores lisas; e policromáticas, com mais de 20 padrões. “Não queremos repetir muitos modelos de capa, de modo a promover a exclusividade", sendo possível aos clientes fazer pedidos personalizados. Já a função das capas, é dupla. “São simultaneamente um acessório de moda e um utilitário que permite proteger o banco do seu normal desgaste, do calor e da humidade”.
A produção é feita em Portugal e os materiais variam entre lycra, elastano e outros, sendo a elasticidade comum a todas as capas, “para permitir o propósito a que se destinam”: adequar-se à maioria das scooters de banco único de 50 e 125 cc e para alguns modelos de 250 cc. "São fáceis de tirar e pôr" explica Paula, salientando que é seguro deixar a capa colocada no assento da mota nos parques de estacionamento porque "uma vez aplicadas, dificilmente se tiram sem danificar, por ficarem entaladas debaixo do banco".
Apesar de ser um negócio muito recente e de não saber se isto é “uma moda que vai pegar”, a empreendedora diz-se “muito satisfeita” com a resposta do mercado e considera que “o segmento das scooters está em crescimento em Portugal, principalmente devido à ajuda do clima maravilhoso”. Mas a ideia tem aspirações internacionais, daí o nome Beck, "uma mistura de bench (banco) e back (costas)".
As capas Beck estão à venda exclusivamente online, mas já há alguns pontos de venda em estudo. Os preços variam entre os 18 e os 22 euros.
Texto editado por Bárbara Wong