• Reuters/John Stillwell
  • Reuters
  • Reuters/John Stillwell
  • AFP/Carl Court
  • Reuters/John Stillwell
  • Reuters/John Stillwell
  • Reuters/John Stillwell
  • Reuters/John Stillwell
  • AFP/Carl Court
  • A família real britânica no dia do baptizado do príncipe William, em 1982
    A família real britânica no dia do baptizado do príncipe William, em 1982 DR
  • Diana com o príncipe Harry, no dia do seu baptizado, em 1984
    Diana com o príncipe Harry, no dia do seu baptizado, em 1984 DR
  • A família real no dia do baptizado do príncipe Charles, em 1948
    A família real no dia do baptizado do príncipe Charles, em 1948 DR
  • Isabel II e o príncipe Filipe com a princesa Anne no dia do seu baptizado, em 1950
    Isabel II e o príncipe Filipe com a princesa Anne no dia do seu baptizado, em 1950 DR
  • Isabel I e George VI com Isabel II, no dia do seu baptizado, em 1926
    Isabel I e George VI com Isabel II, no dia do seu baptizado, em 1926 DR
  • A família real no dia do baptizado  do Rei Edward VIII, em 1894
    A família real no dia do baptizado do Rei Edward VIII, em 1894 DR

Baptizado real

O príncipe George foi baptizado e a festa só teve 22 pessoas

Muita gente da família ficou de fora da cerimónia. Só foram convidados os sete padrinhos e os respectivos cônjuges, os tios do bebé (Harry e Pippa), os avós paternos e maternos e, claro, a Rainha Isabel II e o marido.

William e Kate quiseram que o baptizado do filho fosse uma festa íntima e familiar. Por isso, apenas 22 pessoas assistiram nesta quarta-feira à cerimónia no Palácio de St. James, em Londres.

Numa família real, porém, uma festa íntima e familiar não quer dizer discreta ou modesta. Mal as primeiras fotografias começaram a circular, soube-se que o acontecimento foi planeado ao pormenor para passar essa ideia de intimidade e contenção. 

Não se pode dizer que seja uma ideia falsa, uma vez que o baptizado de George Alexander Louis — um príncipe que, não tendo apelido, é o terceiro na linha de sucessão da coroa britânica — foi um contraste com os baptizados do pai ou do avô. George teve menos convidados e foi abençoado pelo arcebispo de Cantuária com água do rio Jordão na capela real de St. James e não no Palácio de Buckingham, como era costume. Os comentadores reais disseram que a escolha desta capela se deveu, em parte, à opção de William em baptizar o filho no lugar onde a mãe, Diana, foi velada.

Muita gente da família ficou de fora da cerimónia. Só foram convidados os sete padrinhos e os respectivos cônjuges, os tios do bebé (Harry e Pippa), os avós paternos e maternos e, claro, a Rainha Isabel II e o marido. Os irmãos de Carlos (Ana, André e Eduardo) não foram convidados, assim como os duques e duquesas. Tão-pouco houve convidados estrangeiros.

Os padrinhos também foram diferentes — todos amigos dos pais, em vez de cabeças coroadas e primos e primas da Rainha. Foram eles Oliver Baker, Emilia Jardine-Paterson, Earl Grosvenor, Jamie Lowther-Pinkerton, Julia Samuel, William van Cutsem e Zara Tindall, esta última prima de William. Claro que não são cidadãos comuns, mas pessoas que pertencem a famílias consideradas influentes que, na escola ou já fora dela, se tornaram amigos próximos de William e Kate.

Os duques de Cambridge quiseram fugir ao protocolo e à tradição e marcar que existe de facto uma diferença de atitude e de discurso entre a velha e a nova geração dos Windsor, o apelido oficial da família real britânica, ainda que o nome não conste dos registos de baptismos. 

Outra diferença fundamental, notada imediatamente pelas revistas cor-de-rosa, foi a do vestuário. Se bem que a realeza britânica e respectivos convidados nunca primaram pelo bom gosto na escolha da roupa que usaram em festas de casamento ou baptizado, faziam um esforço. Desta vez, as convidadas (porque é das mulheres que se fala) evitaram a extravagância e usaram vestidos que quase as tornaram transparentes.

As excepções foram as irmãs Middleton, Kate e Pippa, que usaram roupa coordenada — vestidos de corte diferente mas idêntica cor pastel, a combinar com o traje de baptismo de George, uma réplica do que a rainha Vitória mandou fazer em 1841 para o baptizado da sua primeira filha, Victoria, e que foi usado por todos os membros da família até há poucos anos quando Isabel II viu que estava tão degradado que devia ser restaurado e guardado como peça de museu. 

Não se sabe se combinaram, mas a duquesa de Cornualha, Camila (a mulher do príncipe Carlos), usou a mesma cor dos vestidos de Kate e Pippa. Os chapéus, porém, faziam a separação das águas — modernos e pequeninos os da duquesa de Cambridge (de Jane Taylor) e da irmã (de Edwina Ibbotson), mais antigo o de Camila.

O baptizado do príncipe George durou 45 minutos. No exterior do palácio de St. James algumas pessoas — poucas — esperavam para ver a comitiva. O jornal The Guardian e a BBC dizem que havia gente à espera desde as duas da manhã. Não tiveram grande sorte — a seguir ao baptizado, o príncipe Carlos ofereceu um chá aos convidados na sua residência oficial, Clarence House, que fica no palácio de St. James.

A estes, restavam as fotografias. As divulgadas imediatamente e as que serão publicadas na quinta-feira, as oficiais. Espera-se que sejam elegantes e diferentes das de outros baptizados reais porque para registar para a posteridade o baptizado de George, um príncipe de Inglaterra, foi escolhido um dos mais famosos fotógrafos de moda e de celebridades, Jason Bell.