Paulo Ricca

Mama: Em busca da firmeza perdida

A flacidez é uma das grandes inimigas da beleza feminina. Seja pela força da gravidade, herança genética ou perda de peso, qualquer mulher corre o risco de ficar com mamas flácidas e caídas. Daí que, logo a seguir ao tamanho, a maior queixa das mulheres seja a aparência flácida.

Sophia Loren dizia que a sensualidade vem de dentro e não tem a ver com seios e coxas. Apesar da veracidade desta afirmação, a figura da actriz italiana de corpo de ampulheta, com cintura fina e anca e mamas fartas, continua a ser um dos grandes estereótipos de sensualidade feminina. Que o diga a actriz Christina Hendricks, da série televisiva Mad Men, actualmente considerada um símbolo sexual, sendo equiparada às deusas do grande ecrã, como Lana Turner ou Marilyn Monroe.

Estes cânones de beleza feminina levam um número crescente de mulheres a procurar soluções para conseguir um corpo perfeito. E, se o que a maior percentagem de mulheres procura é o aumento da mama, no top de queixas desta zona segue-se a flacidez. Aqui, ao contrário do que muito se pensa, não há uma idade definida para que tal aconteça. “Na minha experiência clínica vejo mulheres jovens com mamas muito flácidas e descaídas e outras já com alguma idade que têm mamas de fazer inveja a muitas jovens”, disse ao Life&Style o cirurgião plástico Ângelo Rebelo, um dos responsáveis pela imagem voluptuosa de muitas portuguesas conhecidas que nos entram em casa através da televisão.

Segundo o cirurgião, a flacidez ou descair da mama deriva de vários factores. Pode ter a ver com alterações de peso – pessoas que sofrem processos de emagrecimento intensivo em que a mama no seu conteúdo gordo também perde volume e, por consequência, cai. Pode também acontecer na sequência de partos e amamentação, processos que fazem a pele esticar para acomodar um maior volume e podem provocar o rompimento das fibras elásticas da pele – na forma de estrias – que nunca mais voltam ao normal. E é também comum em mulheres que têm algum volume que, com o passar dos anos e por força da gravidade, vão descaindo e ganhando flacidez. Em todos os casos, o que acontece é que “a mama para descair tem de ter algum conteúdo e pele a mais”, refere.

A herança genética e o processo natural de envelhecimento – que não tem um início definido – estão também entre as causas da flacidez mamária. Ângelo Rebelo lembra que há muitos anos as mulheres portuguesas “eram ricas em mama” mas, nos últimos anos, o que se tem vindo a constatar é que as mulheres têm cada vez menos mama, daí que neste momento a cirurgia mais procurada seja o aumento e só depois a correcção da flacidez.

“Na maioria dos casos, a falta de mama deve-se a alterações genéticas. Há uma informação que é dada geneticamente que leva ao não desenvolvimento da mama. Actualmente verificamos que há uma percentagem altíssima de mulheres muito jovens que não têm muita mama. Nestes casos, na sequência de partos e a processos de amamentação, a mama fica ainda mais pequena, quase que desaparece”, refere o cirurgião. Já o descair, após um parto ou amamentação, também tem a ver com o tipo de mama que a mulher tiver. “As que não têm mama não vão descair para lado nenhum, mirram”, constata Ângelo Rebelo.

O que fazer

Uma pele bem cuidada tem resultados mais longos e duradouros em termos de firmeza e do aspecto da pele. Razão pela qual Ângelo Rebelo defende que uma boa hidratação da pele pode ajudar a retardar a flacidez mamária quando a prevenção começa desde muito cedo. E recorda que o primeiro passo para uma boa hidratação é beber água. Os cremes vêm depois. E funcionam? “Sim, a indústria da cosmética é hoje rica em soluções e há cremes que ajudam a alimentar e a dar firmeza à pele da mama. Até porque, independentemente das marcas, estes produtos têm o mesmo objectivo: ajudar nas funções básicas de hidratação e nutrição da pele”, refere. O que não funciona, alerta Ângelo Rebelo, são os cremes que dizem ser capazes de aumentar a mama. “Quem não tem volume de mama não é com cremes que o vai ganhar”.